O governo da Rússia estendeu nesta quinta-feira (30) o veto à exportação de óleo diesel e gasolina até o dia 31 de janeiro de 2027. Produtores russos poderão voltar a vender diesel, mas não intermediários, a partir de 1º de setembro. O embargo total, iniciado no dia 8 passado, iria expirar amanhã.

A medida afeta diretamente o Brasil, que até junho tinha no país de Vladimir Putin seu principal fornecedor de diesel. Naquele mês, os russos responderam por 57% dos embarques do derivado de petróleo para o mercado nacional, que depende de importações para 30% de sua demanda.

Em maio, a participação da Rússia era de 90%, mas o veto de julho fez despencar as vendas. Segundo estimativa preliminar da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis), o índice ficará abaixo dos 15% neste mês.

O espaço vem sendo ocupado por outros fornecedores, Estados Unidos à frente. O país de Donald Trump, segundo a Abicom, deve abocanhar mais de 80% deste mercado de diesel importado.

A invasão russa da Ucrânia, há quase quatro anos e meio, era o motor do domínio de Moscou até então. Com as sanções ocidentais, o país europeu precisou oferecer petróleo e derivados com descontos a outros mercados.