Medida tem como objetivo apoiar o mercado doméstico após repetidos ataques de drones da Ucrânia a refinarias de petróleo provocarem escassez de combustíveis e disparada nos preços Veículos em fila para abastecer em um posto de gasolina na cidade siberiana de Omsk, Rússia , 6 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Alexey Malgavko/Foto de Arquivo O governo da Rússia prorrogou até 31 de janeiro de 2027 a proibição das exportações de diesel e gasolina, informou em comunicado divulgado nesta quinta-feira. A Rússia havia introduzido inicialmente a proibição das exportações de diesel entre 8 e 31 de julho, como parte de um pacote mais amplo de medidas para apoiar o mercado doméstico de combustíveis após repetidos ataques de drones ucranianos a refinarias de petróleo provocarem escassez de combustíveis e disparada nos preços. Moscou já havia imposto restrições às exportações de gasolina e de combustível de aviação. Nesta quinta-feira, o governo informou que proibirá temporariamente as exportações de gasolina, diesel, combustível marítimo e gasóleos para manter a estabilidade do mercado interno. A partir de 1º de setembro, porém, as exportações realizadas pelos próprios produtores ficarão isentas das restrições aplicadas ao diesel, ao combustível marítimo e aos gasóleos. Parte das exportações de combustíveis continuará sendo realizada no âmbito de acordos intergovernamentais e na forma de ajuda humanitária, informou o comunicado. O governo também afirmou ter adotado um procedimento temporário, válido até 1º de novembro, para garantir que os agricultores, atualmente em período de colheita, recebam os volumes de combustível de que necessitam. Outra resolução tem como objetivo assegurar o abastecimento estável de combustíveis para veículos destinados a instituições estaduais e governos locais, acrescentou o comunicado.