Desempenho de tributos como a receita previdenciária e o IR explicam número 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O prédio do Ministério da Fazenda em Brasília — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A arrecadação federal somou R$ 1,587 trilhão no primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Receita Federal. O número representa uma alta de 6,6% em relação aos seis primeiros meses do ano passado, já considerando a inflação. O montante arrecadado pelo governo é o maior para o período desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. O valor é puxado pelo desempenho da economia e por aumentos de tributos feitos no governo Lula. O Executivo conta com o aumento de arrecadação para atingir a meta fiscal, prevê um superávit de R$ 34,3 bilhões. Porém, a meta será considerada cumprida caso haja um déficit zero. Entre os principais destaques da arrecadação no primeiro semestre, a receita previdenciária somou uma arrecadação de R$ 381 bilhões, com crescimento real de 5,08%. O resultado é explicado pelo pelo crescimento real de 3,27% da massa salarial e de 5,46% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de janeiro a junho de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, houve crescimento de 16,85% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a junho de 2025. Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos das empresas Os impostos sobre a renda das empresas (IRPJ e a CSLL) somaram uma arrecadação de R$ 313 bilhões, representando crescimento real de 5,73%. Esse resultado se deve, principalmente, ao crescimento real de 11,35% na arrecadação do lucro presumido e ao aumento real de 18,18% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, relativa a fatos geradores ocorridos em 2025. O PIS/Pasep e a Cofins apresentaram uma arrecadação conjunta de R$ 309,6 bilhões, representando crescimento real de 4,45%. O desempenho é explicado, segundo o governo, pelo aumento de no volume de vendas e de 2,25% no volume de serviços. Outro fator que explica esse desempenho é a volta da cobrança de impostos de a setores inseridos no Perse — programa criado na pandemia para socorrer o setor de eventos. Já o Imposto de Renda da Pessoa Física cobrado sobre os rendimentos do capital apresentou uma arrecadação de 92,223 bilhões, representando crescimento real de 16,36%. O número é explicado pelos aumentos nominais de 31,92% na arrecadação por aplicação de renda fixa de 12,46% na arrecadação de fundos de renda fixa.