Receitas administradas pela Receita Federal atingiram R$ 255,307 bilhões, alta real de 7,66%, e a receita própria de outros órgãos federais foi de R$ 9,130 bilhões, alta real de 9,62% A arrecadação federal de impostos alcançou R$ 264,437 bilhões em junho de 2026 e registrou alta real de 7,72%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pela Receita Federal. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a arrecadação atingiu R$ 1,587 trilhão, alta real de 6,63%. Nos números atualizados pela inflação, o resultado de junho foi o melhor para o mês em toda a série histórica, com início em 1995. Sem correção inflacionária, a arrecadação mostrou alta de 12,72% em junho. Considerando somente as receitas administradas pela Receita Federal, houve alta real de 7,66% em junho, somando R$ 255,307 bilhões. No ano, as administradas somaram R$ 1,522 trilhão, alta real de 6,83%. Já a receita própria de outros órgãos federais (onde estão os dados de royalties de petróleo, por exemplo) foi de R$ 9,130 bilhões em junho, alta real de 9,62% ante o mesmo mês no ano passado. No ano, a arrecadação de outros órgãos alcançou R$ 64,826 bilhões, alta real de 2%. Imposto de exportação sobre combustíveis A cobrança do imposto de exportação sobre combustíveis respondeu por R$ 3,773 bilhões da arrecadação federal de junho, segundo dados divulgados pela Receita. O valor é classificado pelo Fisco como um fator não recorrente e ajudou a elevar a arrecadação administrada no mês. No ano, o imposto de exportação gerou R$ 4,821 bilhões aos cofres públicos. A tributação de 12% sobre as exportações de petróleo bruto foi criada neste ano como parte do pacote de medidas para compensar a perda de receitas decorrente dos subsídios aos combustíveis. Em 9 de julho, o governo federal decidiu prorrogar por até 60 dias esse imposto de exportação, mantendo a alíquota de 12%. Segundo a Receita, a arrecadação com o IOF subiu 0,27% no mês passado comparado ao mesmo período de 2025, totalizando R$ 8,415 bilhões. O crescimento modesto reflete uma base de comparação mais elevada, já que o governo Luiz Inácio Lula da Silva aumentou as alíquotas do tributo em junho do ano passado para reforçar a arrecadação e melhorar o resultado fiscal de 2025 e de 2026. No ano, a alta do IOF já é de 30,40% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 50,305 bilhões. Houve também uma alta real 12,43% na rubrica "IRRF Rendimentos de capital", com uma arrecadação de R$ 29,463 bilhões no mês passado. O desempenho é reflexo dos rendimentos mais elevados de fundos e títulos de renda fixa. — Foto: Daniel Dan/Pexels