Resultado foi o melhor para o mês em toda a série histórica, com início em 1995, com atualização pela inflação; imposto de importação sobre combustível responde por R$ 1,048 bi da arrecadação A arrecadação federal de impostos alcançou R$ 266,793 bilhões em maio de 2026 e registrou alta real de 10,69%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pela Receita Federal. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a arrecadação atingiu por sua vez R$ 1,322 trilhão, alta real de 6,42%. Nos números atualizados pela inflação, o resultado de maio foi o melhor para o mês em toda a série histórica, com início em 1995. Sem correção inflacionária, a arrecadação mostrou alta de 15,92% em maio. Considerando somente as receitas administradas pela Receita Federal, houve alta real de 9,39% em maio, somando R$ 256,316 bilhões. No ano, as administradas somaram R$ 1,267 trilhão, alta real de 6,67%. Já a receita própria de outros órgãos federais (onde estão os dados de royalties de petróleo, por exemplo) foi de R$ 10,477 bilhões em maio, alta real de 56,28% ante o mesmo mês no ano passado. No ano, a arrecadação de outros órgãos alcançou R$ 55,696 bilhões, alta real de 0,87%. Imposto sobre combustíveis A cobrança do imposto de exportação sobre combustíveis respondeu por R$ 1,048 bilhão da arrecadação federal de maio, segundo dados divulgados pela Receita. O valor é classificado pelo Fisco como um fator não recorrente e ajudou a elevar a arrecadação administrada no mês. Ao todo, os fatores não recorrentes somaram R$ 8,048 bilhões em maio. Desse montante, R$ 7 bilhões vieram de recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL, enquanto o imposto sobre exportação de combustíveis contribuiu com R$ 1,048 bilhão. A tributação de 12% aplicada sobre as exportações de petróleo bruto foi instituída pelo governo neste ano como parte do pacote de medidas adotadas pelo governo para compensar a perda de receitas decorrente dos subsídios aos combustíveis. Os dados mostram ainda que as receitas com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também foram os destaques positivos da arrecadação federal de maio. A arrecadação com o IOF subiu 31,11% no mês passado comparado ao mesmo período de 2025, totalizando R$ 8,157 bilhões. Essa alta é resultante da majoração das alíquotas do IOF no ano passado, pelo governo Lula, para elevar as receitas e auxiliar no resultado fiscal tanto de 2025 quanto deste ano. No ano, a alta do IOF já é de 38,77% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 41,823 bilhões. Houve também uma alta de 18,30% na rubrica "IRRF Rendimentos de capital", com uma arrecadação de R$ 62,659 bilhões no mês passado. O desempenho é reflexo da arrecadação de títulos de renda fixa (+33,26%) e sobre os Juros Remuneratórios sobre o Capital Próprio (+48,00%). — Foto: Daniel Dan/Pexels