Desde que um grupo liderado por Fidel Castro derrubou o ditador de Cuba em 1959, o governo da ilha tem sido amplamente definido por sua resistência aos Estados Unidos —e por sua capacidade de sobreviver à intensa pressão que esse atrito provocou.
Mas a atual campanha norte-americana, liderada por um efetivo bloqueio de petróleo, é a mais intensa em meio século. E está levando o regime cubano ao limite.
O turismo despencou. A rede elétrica colapsou três vezes em nove dias neste mês. E, além de um único petroleiro russo em março, os aliados de Cuba não se dispuseram a desafiar a ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, de que nenhum combustível seja entregue à ilha.No entanto, mais de seis meses depois, o regime ainda está de pé, e os cubanos estão encontrando maneiras de sobreviver.
Neste mês, visitamos Cuba com um visto de jornalismo extremamente raro concedido ao The New York Times. Em Havana, entrevistei o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, um dos interlocutores do país com os Estados Unidos.
Ele afirmou que a principal estratégia de Cuba para escapar da ira do governo Trump era implementar uma série de mudanças na política econômica, incluindo a abertura do país ao investimento estrangeiro. Trump poderia até investir ele mesmo, afirmou o vice-chanceler.Porta-vozes da Casa Branca e do departamento de Estado dos EUA chamaram Cuba de ameaça à segurança nacional e a acusaram de abrigar terroristas, o que Cuba nega. Eles culparam a nação caribenha pela crise energética, dizendo que o país vendeu combustível para enriquecer as elites e não conseguiu manter sua rede elétrica.







