Uma das capitais mais caras da Europa, Reykjavik é o lugar ideal para conhecer a criatividade, a história e o humor islandeses 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Farol de Grótta: na maré baixa, um caminho de pedras permite aos visitantes explorar a região — Foto: Sigga Ella/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você Para economizar na hospedagem em Reykjavik, uma das capitais mais caras da Europa, hostels e cabines compactas surgem como alternativas viáveis aos hotéis tradicionais. O passe turístico Reykjavik City Card oferece acesso econômico a dezenas de museus e piscinas públicas aquecidas por energia geotérmica. O cartão também cobre o transporte urbano. A culinária local pode ser explorada em mercados gastronômicos e padarias tradicionais. Essas opções evitam os altos custos dos restaurantes convencionais sem perder a qualidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Das cerca de 394 mil pessoas que vivem na Islândia, quase 252 mil residem em Reykjavik, a capital, e arredores. Há vulcões ativos perto da cidade, mas são as áreas mais remotas e pouco povoadas — lar de geleiras, cachoeiras, penhascos de basalto e outras maravilhas geológicas — que atraem a maioria dos visitantes. Em contrapartida, Reykjavik é o lugar ideal para conhecer a criatividade, a história e o humor islandeses. Você pode passar três dias visitando museus, socializar no famoso bar Kaffibarinn e, para uma refeição econômica, provar o flatkaka (pão achatado de centeio) da rede de supermercados Kronan — experiências que vivi em uma escala gratuita durante um voo da Icelandair dos EUA para a Europa continental. O programa, que permite permanecer na Islândia por até uma semana, é uma opção para os que desejam ver o eclipse solar que cruzará o país em 12 de agosto. Abaixo, estão quatro estratégias para economizar e dicas sobre pequenos luxos na parte habitada da Islândia. A maioria dos preços é apresentada em coroas islandesas — com uma cotação atual de cerca de 125,40 coroas por dólar —, embora os viajantes também possam encontrar valores em euros e dólares. Hospedagem Economizar com estadia é um desafio, tanto em hotéis quanto em aluguéis de curta temporada (para combater a escassez de moradias, esse tipo de aluguel é rigorosamente regulamentado). A AirDNA, serviço que analisa o setor de aluguéis de curta temporada, classifica os imóveis de temporada na Islândia como a segunda opção mais cara da Europa (atrás apenas de Mônaco), com uma diária média em torno de US$ 240. Optei pela acomodação mais barata que encontrei no Airbnb: um quarto individual em uma pousada a cerca de duas quadras da igreja central Hallgrímskirkja (US$ 104 por noite, antes de impostos e taxas). Havia um banheiro compartilhado no corredor, uma biblioteca logo na saída do quarto e uma cozinha no andar de baixo com geladeira e fogão. Como me hospedei no meio de uma semana de abril, havia poucos outros hóspedes (várias avaliações sugerem levar protetores auriculares). Uma opção mais econômica, o Kex Hostel, tem bar, lavanderia, pátio e um bufê de café da manhã por 2.700 coroas (US$ 21). Nesta temporada de verão, as diárias de quartos privativos começam em torno de US$ 151, e uma cama em dormitório custa cerca de US$ 58. Nas proximidades, o City Hub Reykjavik oferece acomodações no estilo pod (cabines compactas) com camas king-size, banheiros compartilhados e uma banheira de hidromassagem na cobertura (a partir de cerca de € 128 neste verão). Passe de atrações Reykjavik tem um número impressionante de museus para uma cidade de seu porte, e a maneira mais econômica de conhecê-los é com o Reykjavik City Card. O cartão, disponível em modalidades de 24, 48 e 72 horas (a partir de € 34 ou US$ 39), garante a entrada em 17 museus e atrações, além de oito piscinas. Também dá descontos em outras atividades, incluindo 10% de abatimento em passeios de observação de baleias. Se você visitar o Museu Nacional da Islândia (a entrada custa 3.300 coroas) e uma piscina no mesmo dia, o cartão praticamente se paga. Galeria Nacional da Islândia: com o Reykjavik City Card, é possível conhecer museus e espaços culturais da cidade — Foto: Sigga Ella/The New York Times Nos longos dias da primavera subártica, aprendi sobre as origens vikings da Islândia no fascinante Museu Nacional, apreciei ilustrações de contos folclóricos na Galeria Nacional da Islândia e conferi exposições sobre fotografia botânica e o uso futurista da lava na arquitetura no museu de arte contemporânea Reykjavik Art Museum-Hafnarhus. O cartão também cobre o transporte de ônibus local (mas não o Flybus, que faz o trajeto entre o aeroporto de Keflavik e Reykjavik, custando a partir de 3.999 coroas por trecho). Nas águas A atividade vulcânica fornece água em abundância para as piscinas públicas aquecidas. Há cerca de 200 no país, e sua cultura de piscinas — tanto uma prática de saúde quanto um espaço de socialização — tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco no ano passado. Não confunda essas piscinas com fontes termais como a Blue Lagoon, em Grindavik, que oferecem uma imersão na natureza e na água. As piscinas públicas se assemelham mais a complexos aquáticos comunitários, com raias para natação, piscinas rasas e piscinas de imersão aquecidas, em temperaturas variadas. Enquanto a entrada para a Blue Lagoon custa a partir de US$ 95, as piscinas públicas de Reykjavik — incluindo a central Sundholl — custam 1.500 coroas (valor incluso no Reykjavik City Card). Também usei o cartão para visitar a piscina Vesturbæjarlaug, que oferece cinco banheiras de hidromassagem e inaugurou três saunas no ano passado. Refeições self-service Os preços dos alimentos refletem a localização remota da Islândia e sua dependência de transporte de cargas. Abrir mão de restaurantes com serviço completo pode parecer deixar de aproveitar as férias, mas há alternativas que vão além dos lanches rápidos das lojas de conveniência. Reykjavik oferece vários espaços gastronômicos — ou mathöll —, incluindo o Grandi Mathöll, à beira-mar, e o Posthus Food Hall & Bar, instalado em uma antiga agência dos correios. No Hlemmur Food Hall, em um antigo terminal de ônibus, deixei de lado as opções mais baratas de pizza e sanduíche bánh mì para experimentar as costeletas de cordeiro islandês com batatas assadas pequenas no Fjarhusið (5.500 coroas). Para provar pães de fermentação natural com sementes e pãezinhos de canela aromáticos, faça uma parada na Braud & Co., uma padaria popular com poucos bancos, em um prédio com murais na rua Frakkastígur (a unidade original de uma rede com oito endereços na cidade). Espere gastar cerca de US$ 11 em um quitute e um café. O ensopado de cordeiro do Icelandic Street Food não me pareceu comida de rua — para isso, experimente o cachorro-quente islandês no Bæjarins Beztu Pylsur (880 coroas) —, mas a porção generosa servida dentro de um pão em formato de tigela incluía reposição gratuita (3.250 coroas). Panquecas com sabor de malte e calda eram oferecidas como sobremesa de cortesia. Passeios guiados A CityWalk Reykjavik oferece passeios a pé gratuitos de duas horas pelas principais atrações da cidade todos os dias, a menos que — como foi na minha visita — menos de dez pessoas se inscrevam, o que é raro no verão. Me ofereceram uma vaga no passeio da empresa para grupos pequenos, com duração um pouco maior (5.480 coroas), indo da igreja Hallgrímskirkja até a prefeitura. Banho de pés de Kvika: piscina geotérmica escavada na rocha oferece banhos gratuitos com vista para a paisagem da Islândia — Foto: Sigga Ella/The New York Times Não é difícil visitar esses pontos turísticos por conta própria. O grande diferencial da empresa é seu fundador e guia cativante, Marteinn Briem; ele compartilhava curiosidades sobre as casas de metal corrugado e cores vivas da cidade, tocava sucessos islandeses de artistas como Laufey e Kaleo e descrevia a tradição de luta islandesa conhecida como glima, que ele aprendeu enquanto crescia em Reykjavik. — Começa com uma dança lenta, depois vem um puxão na cueca e, em seguida, você arremessa o oponente por cima do ombro — explicou. Os dias longos e as vistas para o mar em Reykjavik parecem incentivar as caminhadas. Andei cerca de 19 quilômetros em um único dia, incluindo um trajeto de quase cinco quilômetros até o Farol de Grotta, que orienta navios para a Baía de Faxaflói, e fica em uma península que se estende de Seltjarnarnes, a oeste do centro da cidade. Na maré baixa, surge um caminho de pedras que convida aventureiros a ir até o farol. Na maré alta, fica isolado em uma ilha. As condições da maré não estavam favoráveis na manhã da minha visita, mas vi dezenas de patos-eider e maçaricos-de-pena-vermelha na reserva natural vizinha. A leste do farol, o Kvika Foot Bath — uma pequena piscina de água aquecida esculpida na rocha pela artista islandesa Olof Nordal — oferece um descanso gratuito para os pés cansados. Pequenos luxos A economia com alimentação e hospedagem permitiu alguns gastos extras, começando pela ida à Harpa Music Hall, casa de espetáculos com fachada de vidro criada pelo artista islandês-dinamarquês Olafur Eliasson. No piso inferior, o Volcano Express exibe um filme sobre erupções vulcânicas recentes, com a experiência intensificada por efeitos de movimento. Os espectadores se acomodam em poltronas que vibram, inclinam-se e parecem voar com a câmera sobre rios de lava, acompanhadas por jatos de ar quente (o ingresso custa 3.990 coroas). Mais tarde, assisti a um concerto do Miller-Porfiris Duo, em que violinistas tocavam acompanhando trechos de filmes mudos estrelados por Charlie Chaplin e Mary Pickford (ingressos a 3.500 coroas). Assim como a comida em Reykjavik, as bebidas não são baratas; após o concerto, uma cerveja IPA local da cervejaria Malbygg, consumida no animado Skuli Craft Bar, custou 1.800 coroas. Às vezes, pequenos luxos podem levar a boas oportunidades. Se não tivesse gastado 750 coroas em um cappuccino no Prikid (apresentada como a cafeteria mais antiga da cidade) certa manhã, não teria encontrado a publicação gratuita The Reykjavik Grapevine e sua lista de “happiest hours” (horários de happy hour com preços promocionais), que incluía as cervejas do Prikid por 900 coroas.
Islândia no verão: como aproveitar museus, restaurantes, piscinas aquecidas por vulcões e outras atrações
Uma das capitais mais caras da Europa, Reykjavik é o lugar ideal para conhecer a criatividade, a história e o humor islandeses







