"Vocês viram aqui a papaguada [sic] que fez aqui o presidente da Argentina. Eu não falei nada, porque a minha relação é uma relação de chefe de Estado com o Estado. E eu gosto do povo argentino e não vou ficar trocando coisa com aquela coisa. E não adianta falar bravo, porque eu não vou ficar bravo. O cara fez cara feia eu faço cara bonita. O cara demonstra ódio eu demonstro amor". 🔎A palavra "papaguada", no entanto, não existe. Considerando o contexto da fala do presidente, parece que a intenção de Lula era para falar "patacoada". A palavra significa um disparate, uma mentira ou uma tolice e pode ser usada usado para se referir a algo absurdo, sem sentido, ridículo ou mentiroso. O g1 procurou o Palácio do Planalto para esclarecer a fala. Agora no g1 O argentino chamou Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”. As declarações provocaram uma reação imediata do Itamaraty, que convocou o embaixador argentino em Brasília para prestar esclarecimentos. Também chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas. Durante o discurso desta quarta, o petista citou ainda o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O petista afirmou que o presidente norte-americano "fica querendo brincar comigo". "Eu não quero brincar com eles. Nem eu morrendo no socorro. O cara diz que tem os maiores navios do mundo. O cara diz que tem as maiores bombas atômicas do mundo. Tem os maiores aviões do mundo. Tem o maior exército do mundo. Eu quero brincar com eles, porra? Eu só tenho vocês, cara.” "Eu quero paz. Eu quero paz e quero derrotá-los na narrativa. Eu quero fazer a guerra da narrativa: quem está falando a verdade ou quem está falando a mentira", completou Lula. Os presidentes Javier Milei e Lula — Foto: REUTERS Discurso em evento do PL Javier Milei foi um dos convidados que discursaram na convenção do PL. Ele esteve em São Paulo para o evento. Milei também associou a candidatura de Flávio ao que chamou de uma transformação política em curso na América Latina e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "presidiário". Segundo ele, países da região estariam abandonando governos de esquerda e adotando políticas liberais na economia, movimento ao qual o Brasil poderia se juntar. Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Moraes, que é relator do caso, para o encontro com o argentino. Moraes negou a solicitação. No discurso durante o evento, Milei criticou a negativa. "A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández", continuou. "Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis", completou. Com discurso 'anti-socialista', Milei participa de lançamento de candidatura de Flávio "Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil", afirmou Fachin.