"A velhice ridícula é, porventura, a triste e derradeira surpresa da natureza humana", escreveu Machado de Assis, em "Memórias Póstumas de Brás Cubas".
A ideia que Machado fazia da velhice não era propriamente a do mundo atual. No conto "Linha Reta e Linha Curva", ele escreveu: "Quanto ao velho que lhe dava o braço, era, como disse, um homem de 50 anos. Era o que se chamava em português chão e rude, um velho gaiteiro".
Qual não seria a surpresa do maior escritor da nossa língua, ao saber que dali a um século e meio mulheres e homens dessa idade estariam em plena atividade profissional e que a expectativa média de vida beiraria os 80 anos.
A queda continuada das taxas de natalidade e o envelhecimento progressivo da população criaram o desafio de organizar os serviços de saúde, numa sociedade com números cada vez menores de jovens em relação ao de velhos.
Como controlar as doenças crônicas que incidem nessa faixa etária: hipertensão arterial, diabetes, obesidade, sarcopenia, câncer, problemas ortopédicos e transtornos psiquiátricos que, em conjunto, representam cerca de 80% dos atendimentos do SUS e da Saúde Suplementar?








