Numa sociedade que cultua e idolatra a juventude, envelhecimento é assunto tabu. Mas quando a pirâmide etária se inverte rumo ao predomínio dos idosos em relação aos jovens, a coisa mais sensata a fazer é encarar a realidade e se preparar para a velhice.

O número de pessoas com 60 anos ou mais já supera o número de jovens entre 15 e 24 anos (IBGE). Somos, segundo a ONU, a sexta nação com maior quantidade de idosos no planeta. Ou seja: o Brasil envelheceu!

Antes que alguém diga que "os 60 são os novos 40" (rsrsrsrs), eu afirmo: não são não! Assim como há coisas que só a idade nos dá, há outras tantas que ela nos tira. E olha que eu considero o envelhecimento uma dádiva da vida.

Individualmente, acredito que um bom caminho é tentar se preparar física e emocionalmente para manter o maior domínio possível das funções motoras e das faculdades cognitivas durante a velhice. Essa sempre me pareceu a coisa certa (e a melhor) a se fazer.

Coletivamente, entendo que precisamos de políticas públicas que garantam dignidade e proteção aos idosos. Envelhecer é um fenômeno biopsicossocial que impacta as pessoas de formas muito distintas. E, apesar de a "padronização da velhice" ser uma tendência da sociedade, é preciso considerar uma série de fatores diferentes. A intersecção de gênero e raça é um deles.