Integrantes do governo interpretam a medida como uma sinalização político-eleitoral de Washington em relação ao Brasil Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, à esquerda, e o presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg O Palácio do Planalto avalia que o documento que prorrogou, por mais um ano, a ordem executiva que previa tarifas de 50% sobre produtos brasileiros sinaliza a possibilidade de novas sanções, sejam comerciais ou não, por parte do governo de Donald Trump. O ato, publicado na tarde de terça-feira (28), não produz efeitos práticos, uma vez que a ordem executiva editada em 30 de julho de 2025 foi posteriormente derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Ainda assim, integrantes do governo interpretam a medida como uma sinalização político-eleitoral de Washington em relação ao Brasil. No comunicado, o governo americano acusa o governo brasileiro de "perseguir politicamente um ex-presidente, sua família e seus apoiadores", em referência a Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado. Além disso, classifica o Supremo Tribunal Federal (STF) como “promotor de censura” e menciona a “prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão" e "censura de conteúdos na internet". As tarifas atualmente em vigor contra o Brasil decorrem de outro instrumento utilizado pelo governo dos Estados Unidos: a investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O Brasil está sujeito a sobretaxas de 25% a produtos brasileiros exportados aos EUA, sob a justificativa de práticas comerciais consideradas injustas; e outra de 12,5%, relacionada a alegações de falhas na fiscalização de produtos feitos por meio do trabalho forçado.
Prorrogação da ordem de Trump sobre tarifas acende alerta no Planalto para novas sanções
Integrantes do governo interpretam a medida como uma sinalização político-eleitoral de Washington em relação ao Brasil








