A amazonense Camila Kellem da Silva Caldas, de 34 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro em Barcelona, na Espanha, na última terça-feira (28). O crime aconteceu no imóvel onde o casal vivia e, segundo as investigações, os dois filhos do casal, de 4 e 8 anos, estavam no local no momento da morte, de acordo com o jornal El País. O homem chegou ao endereço de van, no prédio localizado na Rua Andrade, no distrito de Sant Martí, onde a brasileira morava há cerca de 10 anos. Ele foi até o imóvel e atacou Camila Kellem desferindo diversos golpes de faca. A brasileira foi ferida por ao menos seis golpes de faca. Os dois filhos do casal conseguiram escapar descalças e correram para a rua pedindo ajuda aos vizinhos, que então chamaram a polícia. Os Mossos d'Esquadra (polícia catalã) receberam a chamada de emergência às 19h47 (horário local). Agentes encontraram Camila Kellem gravemente ferida, e não conseguiram salvá-la. As informações são do canal de televisão espanhol Telecinco. O caso é investigado como violência de gênero. O companheiro de Camila Kellem, que não teve a identidade divulgada ou confirmada até o momento, fugiu depois do crime. Ele foi preso horas depois, por volta de 1h25 (horário local), como divulgou a polícia da Catalunha em sua conta na rede social X. Segundo veículos espanhois, ele teria se entregado em uma delegacia após sofrer um ataque de ansiedade. O presidente da Catalunha, Salvador Illa, lamentou o crime nas redes sociais e afirmou que "a violência contra as mulheres exige uma resposta firme, unitária e constante". A ministra catalã da Igualdade e do Feminismo, Eva Menor, também comentou sobre o crime, e disse: "Condeno com toda a firmeza o quarto feminicídio deste ano na Catalunha. É intolerável. Não podemos normalizar que continuem assassinando mulheres." A amazonense era formada em Administração e morava na cidade há cerca de 10 anos, período em que conheceu o companheiro. Juntos, os dois tiveram os dois filhos que estavam em casa no momento do crime. Waldson Caldas, irmão de Camila Kellem, contou que ela construiu a vida na Espanha e mantinha contato frequente com familiares e amigos no Amazonas, disse em entrevista ao g1. Segundo relatos de vizinhos do casal ao Telecinco, os dois viviam um relacionamento conturbado. "Mais de uma vez ouvimos gritos, ameaças e coisas do tipo, sabe?", disse um deles. Susana Vieira faz críticas à atuação de Debora Bloch como Odete Roitman: 'Não imprimia o medo, tinha que dar mais cor' Relacionamento de uma década Pessoas próximas ao casal ouvidas pelo site espanhol Metrópoli Abierta relataram que Camila Kellem e o companheiro passaram por desentendimento, e até episódios de violência, como ameaças e controle, durante os cerca de 10 anos em que mantiveram um relacionamento. A publicação cita que a brasileira "vinha sofrendo abusos sistemáticos do companheiro há anos", e que em outras ocasiões teriam ocorrido agressões. De acordo com pessoas ouvidas pelo Metrópoli Abierta, que não foram identificadas, em alguns períodos, como logo após o nascimento do primeiro filho do casal, Camila Kellem teria morado com amigos por um tempo. Em seguida, a relação entre os dois teria melhorado, e eles voltaram a conviver e a morar juntos, quando tiveram o segundo filho, hoje com 4 anos. Pessoas próximas teriam tentando convencer a brasileira a denunciar o companheiro. Entre as suspeitas, estava de que ele a controlava, como por meio de grampos ou de acessos não autorizados ao aparelho celular dela. Relembre casos de feminicídio que chocaram o Rio 1 de 11 Luiza Nascimento Braga, de 25 anos, estudante de Ciência Sociais na Uerj, foi morta em junho de 2019. O namorado, Bruno Ferreira Corrêa, foi condenado como autor do crime. O corpo da estudante foi encontrado no apartamento dele, no Anil, com marcas de estrangulamento e cortes no pescoço — Foto: Reprodução 2 de 11 Fotos da jovem Luiza Braga, vítima de feminicídio, expostas na casa dos pais da estudante — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Marli Rocha Nascimento e Luiz Antonio Pereira Braga, pais de Luiza, mostram as memórias que guardam da filha, assassinada pelo namorado, que foi condenado, em novembro, a 25 anos de prisão pelo crime — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo 4 de 11 Mayara Fernandes, de 31 anos. A dentista foi feita refém pelo namorado, policial, por duas horas e meia na faculdade em que fazia pós-graduação, em Valença, no sul do estado. O PM Janitom Amorim deu um tiro na boca da vítima e foi preso após o crime, em novembro de 2020 — Foto: Reprodução / TV Rio Sul X de 11 Publicidade 5 de 11 A juíza Viviane Amaral, 45 anos, foi morta com 16 facadas na frente das três filhas, na véspera do Natal de 2020, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O autor do crime foi seu ex-marido, o engenheiro engenheiro Paulo José Arronenzi, de 52 anos — Foto: Reprodução / Reprodução 6 de 11 Bianca Lourenço, 24 anos, morta na Penha, em janeiro de 2021. A jovem, moradora da Baixada Fluminense, foi morta a mando de Dalton Vieira Santana, traficante, que não aceitava o fim do relacionamento. O corpo da vítima foi localizado em um tonel encontrado boiando em uma praia da Ilha do Governador, na Zona Norte, com sinais de tortura — Foto: Reprodução X de 11 Publicidade 7 de 11 Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, foi assassinada no oitavo mês de gravidez em setembro de 2020, no bairro de Deodoro, Zona Oeste do Rio. O bebê que estava em seu ventre desapareceu. A polícia investiga a hipótese de que o crime esteja relacionado com o bebê, fruto de relacionamento da manicure com um homem casado — Foto: Reprodução 8 de 11 Geilza da Silva Alves, 51 anos, e o filho Alan Alves de Souza foram mortos a tiros pelo ex-namorado dela durante almoço de família, em novembro de 2021 Foto: Reprodução Lucimar Freitas da Silva Vasconcelos, de 46 anos, e sua filha, a técnica de enfermagem Adriana Vasconcelos da Silva, de 19, foram encontradas mortas na casa em que moravam, em Angra dos Reis, na Costa Verde. O crime, ocorrido em novembro de 2021, continua sendo investigado pela polícia Foto: Reprodução Lucimar Freitas da Silva Vasconcelos, de 46 anos, e sua filha, a técnica de enfermagem Adriana Vasconcelos da Silva, de 19, foram encontradas mortas na casa em que moravam, em Angra dos Reis, na Costa Verde. O crime, ocorrido em novembro de 2021, continua sendo investigado pela polícia Foto: Reprodução Rosane Guimarães, de 21 anos, foi morta a tiros durante uma festa Baixada Fluminense, em maio de 2021. O autor do crime conseguiu fugir do local sem ser identificado após abrir fogo contra a jovem, que deixou três filhas Foto: Reprodução Rosane Guimarães, de 21 anos, foi morta a tiros durante uma festa Baixada Fluminense, em maio de 2021. O autor do crime conseguiu fugir do local sem ser identificado após abrir fogo contra a jovem, que deixou três filhas Foto: Reprodução PULAR PUBLICIDADE Ana Carolina Sá Vieira, de 15 anos, foi morta a pauladas, na comunidade JJ, em Tomás Coelho, também na Baixada, e no mesmo dia em que foi morta Rosane. O principal supeito do crime, com base em depoimentos de testemunhas, é um ex-namorado Foto: Reprodução Ana Carolina Sá Vieira, de 15 anos, foi morta a pauladas, na comunidade JJ, em Tomás Coelho, também na Baixada, e no mesmo dia em que foi morta Rosane. O principal suspeito do crime, com base em depoimentos de testemunhas, é um ex-namorado — Foto: Reprodução X de 11 Publicidade 9 de 11 Lucimar Freitas da Silva Vasconcelos, de 46 anos, e sua filha, a técnica de enfermagem Adriana Vasconcelos da Silva, de 19, foram encontradas mortas na casa em que moravam, em Angra dos Reis, na Costa Verde. O crime, ocorrido em novembro de 2021, continua sendo investigado pela polícia — Foto: Reprodução 10 de 11 Rosane Guimarães, de 21 anos, foi morta a tiros durante uma festa Baixada Fluminense, em maio de 2021. O autor do crime conseguiu fugir do local sem ser identificado após abrir fogo contra a jovem, que deixou três filhas — Foto: Reprodução X de 11 Publicidade 11 de 11 Ana Carolina Sá Vieira, de 15 anos, foi morta a pauladas, na comunidade JJ, em Tomás Coelho, também na Baixada, e no mesmo dia em que foi morta Rosane. O principal suspeito do crime, com base em depoimentos de testemunhas, é um ex-namorado — Foto: Reprodução