As barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos à China e aos demais países asiáticos têm mexido diretamente com a indústria brasileira do papel, que agora sofre com a entrada desenfreada da produção asiática.

Com vendas praticamente travadas aos EUA, China e Indonésia passaram a despejar no Brasil o excedente do que pretendiam vender aos norte-americanos.

Com um preço que chega ao consumidor mais baixo do que o produto nacional, o mercado brasileiro —autossuficiente e um dos líderes globais— vive uma inundação inédita do papel sulfite asiático, o que acabou levando o setor a pedir medidas urgentes ao governo Lula (PT), como dobrar a alíquota de importação desses produtos.

,O pleito, conforme informações obtidas pela Folha, partiu da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), instituição que representa cerca de 50 grandes produtores de papel e celulose do país.

Na semana passada, a entidade acionou a Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), para pedir que a alíquota atual do imposto de importação aplicada ao chamado papel "cutsize", categoria das tradicionais folhas A3 e A4 usadas em todo o mundo, suba de 16% para 30%, limite permitido na Tarifa Externa Comum do Mercosul.