Equipes de resgate seguem à procura de desaparecidos em Kumamoto, enquanto danos à infraestrutura mantêm milhares de pessoas fora de casa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Esta foto, tirada de um helicóptero da Kyodo News, mostra uma chaminé danificada na fábrica Yatsushiro da Nippon Paper Industries Co., na província de Kumamoto — Foto: Reprodução/Kyodo News RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/07/2026 - 05:44 Terremoto de 7,1 atinge Kumamoto, Japão; 13 mortos e caos generalizado Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu Kumamoto, no Japão, resultando em 13 mortes, incluindo cinco na fábrica da Nippon Paper Industries. As operações de resgate continuam, com quatro pessoas ainda desaparecidas. Cerca de 36,9 mil residências estão sem eletricidade e mais de 9 mil pessoas foram deslocadas. O impacto afeta transporte e indústria, com a Toyota e a Honda suspendendo operações. O Japão, vulnerável a terremotos, enfrenta desafios contínuos devido à sua localização no Anel de Fogo do Pacífico. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um terremoto de forte intensidade que atingiu a região de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, deixou ao menos 13 mortos, segundo autoridades locais. Entre as vítimas, cinco morreram em uma fábrica da Nippon Paper Industries, em Yatsushiro, após o desabamento parcial de uma chaminé. Outras quatro pessoas continuavam desaparecidas no local até esta quarta-feira, enquanto equipes de resgate mantinham as buscas sob os escombros, informou um representante do governo local à AFP. O tremor ocorreu às 16h27 de terça-feira (horário local) e foi registrado com magnitude 7,1 pela Agência Meteorológica do Japão, atingindo o nível máximo 7 na escala sísmica japonesa Shindo. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mediu o abalo em magnitude 6,8. Segundo a NHK, pelo menos 50 pessoas foram encaminhadas a hospitais e outras seis foram resgatadas com vida, embora o estado de saúde delas não tenha sido divulgado. Corrida contra o tempo As operações de resgate também se concentram em um shopping center da rede Aeon Mall, na cidade de Kashima, onde o desabamento de parte da estrutura teria sido provocado por uma explosão causada, possivelmente, por vazamento de gás, de acordo com a NHK. A emissora informou que duas mulheres na faixa dos 20 anos morreram no local e que uma terceira vítima foi encontrada sem sinais vitais. A polícia havia informado anteriormente à TBS que havia "muitas mortes" no centro comercial, mas que a confirmação do número exato levaria tempo. — Há pessoas que ainda aguardam resgate, e é uma corrida contra o tempo. Faremos todo o possível para encontrar e resgatar o máximo de pessoas que pudermos — afirmou a primeira-ministra Sanae Takaichi. Segundo o porta-voz do governo, Minoru Kihara, cerca de 36,9 mil residências permaneciam sem energia elétrica, outras 9,5 mil estavam sem fornecimento de gás e parte das redes de comunicação seguia fora de operação. Mais de 9 mil pessoas foram encaminhadas para mais de 500 centros de evacuação, que receberam geradores para garantir o funcionamento do ar-condicionado em meio à onda de calor que atinge o país, com temperaturas superiores a 32°C. Os danos também provocaram a suspensão de serviços de trem-bala e afetaram operações aeroportuárias. Imagens exibidas pela NHK mostraram incêndios, pontes danificadas, estradas rachadas e um trem de carga descarrilado. O alerta de tsunami emitido logo após o terremoto foi cancelado algumas horas depois, e a Autoridade de Regulação Nuclear informou que não foram identificadas anomalias nas usinas nucleares. O impacto econômico também começou a ser sentido. Segundo a Reuters, a Toyota suspendeu as operações em três fábricas no sul do Japão até sexta-feira, enquanto a Honda manterá paralisada sua unidade de motocicletas em Kumamoto para reparos. O Japão está situado sobre quatro grandes placas tectônicas, na região conhecida como Anel de Fogo do Pacífico, e concentra cerca de 18% dos terremotos registrados no mundo. Em 2016, Kumamoto foi atingida por dois fortes tremores que mataram 273 pessoas. O país ainda convive com a memória do terremoto de magnitude 9,0 de 2011, que provocou um tsunami devastador e o acidente nuclear de Fukushima. Segundo especialistas, a maioria dos centenas de terremotos registrados anualmente no arquipélago causa poucos danos, mas eventos de maior intensidade continuam representando um dos principais desafios para as autoridades japonesas.
Cinco pessoas morrem em fábrica atingida por terremoto no Japão; número de vítimas sobe para 13
Equipes de resgate seguem à procura de desaparecidos em Kumamoto, enquanto danos à infraestrutura mantêm milhares de pessoas fora de casa











