Suprema Corte da Louisiana invalidou a sentença após a divulgação de imagens que indicam suposta manipulação da principal prova apresentada pela acusação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A condenação por homicídio de Jimmie 'Chris' Duncan foi anulada pela Suprema Corte da Louisiana — Foto: Reprodução/GoFundMe RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 08:43 Suprema Corte da Louisiana Anula Condenação de Jimmie Duncan Após 27 Anos no Corredor da Morte Após 27 anos no corredor da morte, Jimmie "Chris" Duncan teve sua condenação anulada pela Suprema Corte da Louisiana, que considerou fraudulentas as provas de marcas de mordida usadas contra ele. Vídeos recentes mostraram manipulação das evidências por especialistas forenses. A decisão foi unânime, mas promotores planejam novo julgamento, apesar de críticas à credibilidade das provas originais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um homem que passou 27 anos no corredor da morte nos Estados Unidos teve sua condenação por assassinato anulada, em junho deste ano, após a divulgação de um vídeo que levantou dúvidas sobre a principal prova usada contra ele. Jimmie "Chris" Duncan, hoje com 57 anos, foi libertado depois que a Suprema Corte da Louisiana concluiu, por unanimidade, que as evidências de marcas de mordida apresentadas em seu julgamento eram fraudulentas. Vídeo mudou o rumo do caso Segundo a NBC News, Duncan foi condenado em 1998 pela morte de Haley Oliveaux, filha de sua então namorada, que se afogou em uma banheira em 1993 enquanto estava sob seus cuidados. Embora médicos e investigadores não tenham encontrado marcas de mordida no corpo da menina logo após sua morte, um exame posterior realizado pelo patologista Steven Hayne e pelo dentista forense Michael West mudou o rumo da investigação. Imagens divulgadas décadas depois mostram West pressionando e raspando repetidamente um molde dos dentes de Duncan sobre a pele da criança, criando marcas que, segundo especialistas, serviram de base para a acusação de estupro e homicídio. O vídeo nunca foi exibido ao júri. A defesa havia solicitado acesso à gravação antes do julgamento, mas o pedido foi negado. Com base nas conclusões de West e Hayne, Duncan foi condenado à pena de morte após menos de três horas de deliberação dos jurados. Anos depois, a análise de marcas de mordida passou a ser amplamente desacreditada pela comunidade científica, e o próprio West declarou, em 2012, que a técnica não deveria mais ser utilizada em tribunais, defendendo o uso de exames de DNA. Em 2022, o Innocence Project incorporou o vídeo à estratégia de defesa, alegando que ele demonstrava adulteração de provas. Após audiência realizada em 2024, o juiz Alvin Sharp classificou as imagens como "estarrecedoras" e anulou a condenação. A decisão foi mantida pela Suprema Corte da Louisiana, que concluiu que nenhum júri racional condenaria Duncan diante das novas evidências. O presidente da corte, John L. Weimer, comparou o uso da análise de marcas de mordida a práticas medievais de "julgamento pela água", afirmando que condenações baseadas em provas sem legitimidade colocam em risco a credibilidade do sistema de Justiça. Apesar da decisão, promotores afirmaram que pretendem levar Duncan novamente a julgamento. O ex-promotor Jerry Jones, responsável pelo caso original, disse continuar acreditando na culpa do réu, mas reconheceu que a prova baseada em marcas de mordida "era ruim" e não deveria ter sido apresentada.