PUBLICIDADE Decisão foi tomada por 5 votos a 4 em caso envolvendo promotor acusado de excluir sistematicamente candidatos negros do júri no Mississipi A Suprema Corte dos EUA — Foto: Roberto Schmidt/Getty Imagens/ AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 12:35 Decisão da Suprema Corte dos EUA expõe discriminação racial em júris A Suprema Corte dos EUA decidiu, por 5 votos a 4, em favor de Terry Pitchford, um homem negro condenado à morte, alegando discriminação racial no júri. O caso destacou a exclusão sistemática de jurados negros pelo promotor Doug Evans, já acusado em processos similares. A decisão reaviva o debate sobre o precedente Batson v. Kentucky, que proíbe exclusão racial de jurados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira, por 5 votos a 4, a favor de Terry Pitchford, um homem negro condenado à morte no Mississipi que alegava ter sido julgado por um júri marcado por discriminação racial, segundo informações da agência de notícias Associated Press. O réu foi condenado pela participação no assassinato de um comerciante durante um assalto ocorrido no norte do estado americano há mais de duas décadas. O caso ganhou repercussão pelas alegações de exclusão sistemática de pessoas negras do júri pela promotoria. No julgamento, apenas uma pessoa negra integrou o júri. O promotor responsável pelo caso, Doug Evans, hoje aposentado, dispensou outros quatro candidatos negros. Evans já havia sido acusado de remover jurados negros de maneira discriminatória em outros processos. A decisão da Suprema Corte reacende discussões sobre a aplicação do precedente estabelecido em 1986 no caso Batson v. Kentucky, que proibiu a exclusão de jurados com base em raça e estabeleceu parâmetros para que tribunais avaliem possíveis práticas discriminatórias durante a seleção do júri. Os ministros analisaram se os advogados de Pitchford contestaram de forma adequada as decisões do juiz Joseph Loper durante o julgamento e se a Suprema Corte do Mississippi agiu corretamente ao considerar insuficientes as objeções da defesa. O caso apresenta semelhanças com o de Curtis Flowers, outro homem negro condenado à morte no Mississippi cuja condenação foi anulada pela Suprema Corte em 2019. Na ocasião, o juiz Brett Kavanaugh afirmou que houve um “esforço implacável e determinado” para excluir pessoas negras do júri. Doug Evans também atuou como promotor naquele processo, enquanto Loper presidiu os dois últimos julgamentos de Flowers. Pitchford tinha 18 anos quando participou do assalto à Crossroads Grocery, nos arredores da cidade de Grenada. Durante o crime, seu comparsa matou o proprietário da loja, Reuben Britt, com três tiros. Como o atirador tinha menos de 18 anos na época, ele não podia ser condenado à pena de morte. Pitchford, porém, acabou condenado por homicídio qualificado e sentenciado à execução. O processo tramita há cerca de 20 anos. Em 2023, o juiz federal Michael P. Mills anulou a condenação ao concluir que a defesa não teve oportunidade suficiente para argumentar que a promotoria havia excluído jurados negros de maneira inadequada. Na decisão, Mills afirmou que também levou em consideração o histórico de Evans em outros casos envolvendo acusações semelhantes de discriminação racial na composição dos júris. A decisão, porém, foi posteriormente revertida de forma unânime pela Corte de Apelações do 5º Circuito dos EUA.
Suprema Corte dos EUA decide a favor de homem negro condenado à morte que denunciou discriminação racial em júri
Decisão foi tomada por 5 votos a 4 em caso envolvendo promotor acusado de excluir sistematicamente candidatos negros do júri no Mississipi












