A esperança de que o conflito possa estar perto do fim e rumores de que as negociações estariam avançando derrubaram os preços de energia Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda, nesta terça-feira (28), estendendo as perdas da véspera, em meio ao alívio nos ataques entre os Estados Unidos e o Irã. Embora a incerteza permaneça elevada no Oriente Médio, com tensões entre os houthis e a Arábia Saudita, no Mar Vermelho, a esperança de que o conflito possa estar perto do fim e rumores de que as negociações estariam avançando derrubaram os preços de energia, hoje. No fechamento, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em setembro teve queda de 4,83%, cotado a US$ 84,09 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês recuou 4,06%, a US$ 79,26 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Os preços do petróleo estenderam as perdas e chegaram nas mínimas do dia em meio a rumores de avanço nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, que não foram confirmados posteriormente. Ainda assim, permanece certo otimismo entre os investidores. O presidente americano, Donald Trump, disse que as conversas andam bem, embora tenha reiterado suas ameaças de novos ataques caso um acordo não seja fechado. A PVM Oil, corretora de produtos de petróleo, observa que os Estados Unidos e o Irã se beneficiam da desescalada de tensões e acredita que o retorno dos houthis ao Mar Vermelho contribui para pressionar os americanos a adotar uma postura mais conciliatória. "Bastou que o Brent ultrapassasse os US$ 100 por barril e essa cotação ocupasse as manchetes em todo o mundo para que a ameaça fosse substituída pela justificativa de que seria necessário fazer uma pausa e permitir que uma solução diplomática surgisse", comenta a equipe da PVM em nota, citando os riscos inflacionários para a economia americana, conforme se aproximam as eleições de meio de mandato. Enquanto Omã e o Irã tentam buscar uma solução para retomar o tráfego de petróleo no Estreito de Ormuz, os houthis, apoiados pelos iranianos, abriram uma nova fonte de conflito no Mar Vermelho, que vinha sendo usado pela Arábia Saudita como uma forma de contornar o bloqueio marítimo causado pela guerra. O grupo rebelde do Iêmen também atacou estruturas de energia sauditas nos últimos dias, contribuindo para atrapalhar a retomada do mercado de petróleo. Unidade offshore Santa Ynez, Califórnia (EUA), da Exxon Mobil — Foto: Facebook/Exxon Mobil