Durante a madrugada, o petróleo Brent, referência global, caía 0,9%, para US$ 88,44 por barril (cerca de R$ 450,05). Nos Estados Unidos, o WTI, usado como referência no país, recuava 0,9%, para US$ 82,50 por barril (cerca de R$ 419,82). Segundo a Reuters, uma autoridade iraniana afirmou que Teerã recebeu uma proposta de cessar-fogo temporário de dez dias, em uma tentativa de preservar o memorando de entendimento assinado em 17 de junho. O acordo provisório tinha como objetivo abrir caminho para um entendimento mais amplo que encerrasse a guerra iniciada em 28 de fevereiro. Analistas do ING ouvidos pela Reuters afirmaram que o mercado vê com cautela, mas também com esperança, a possibilidade de uma desescalada do conflito. No entanto, destacaram que persistem diferenças significativas entre Washington e Teerã e que as negociações devem enfrentar obstáculos. O banco também lembrou que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu retaliar após a morte de militares americanos em ataques recentes. Agora no g1 Os esforços diplomáticos ocorrem em meio à continuidade dos confrontos. Durante a noite, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques. A Guarda Revolucionária iraniana realizou novas ações contra ativos militares americanos na região, enquanto o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou o início de uma nova rodada de bombardeios contra alvos iranianos. O mercado também acompanha os riscos ao transporte marítimo. Nesta terça, uma embarcação que navegava pelo Estreito de Ormuz relatou ter sido atingida por um projétil de origem desconhecida. Segundo a agência britânica UKMTO, a tripulação abandonou o navio e se refugiou em um bote salva-vidas. Além disso, o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz voltou a cair diante do aumento da cautela após os ataques entre Estados Unidos e Irã. A região é considerada uma das principais rotas para o comércio global de petróleo. Outro fator de preocupação foi a declaração dos rebeldes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã. O grupo afirmou na segunda-feira (20) que pretende impor um bloqueio naval à Arábia Saudita, o que pode abrir uma nova frente de tensão e elevar os riscos para o fornecimento mundial de energia.