Keiko Fujimori tomou posse como presidente do Peru nesta terça-feira (28), 26 anos após o fim da ditadura de seu pai, com um discurso duro em relação à segurança pública —em linha com a campanha que a levou ao poder após três tentativas frustradas.

"Vamos recuperar cada bairro, cada estrada, cada espaço público para as famílias peruanas", afirmou a política no Congresso Nacional, onde seu partido, o Força Popular, tem maioria em ambas as Casas.

"Vamos usar todas as ferramentas que a Constituição põe à disposição do governo. Durante os estados de emergência, as Forças Armadas assumirão temporariamente a liderança das operações de segurança e controle interno", afirmou, sob aplausos de seus apoiadores.

Keiko escolheu fazer um discurso conciso de menos de uma hora e iniciar sua fala com a promessa de não se estender no poder —como fez Alberto Fujimori em 1992 ao dissolver o Congresso, intervir no Poder Judiciário e iniciar uma ditadura com o apoio das Forças Armadas.

"Desde este 28 de julho de 2026, começaremos a escrever nosso futuro por cinco anos. Nenhum dia a mais", afirmou a nova presidente. "Este mandato nos compromete a trabalhar pelo bem estar de todos os peruanos, sem exceção."