0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro — Foto: Paulo Renato Nepomuceno / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 13:07 Cade aprova fusão de R$ 4,5 bilhões entre OceanPact e CBO sem restrições A fusão entre OceanPact e CBO, avaliada em R$ 4,5 bilhões, foi aprovada pelo Cade sem restrições, apesar dos alertas da Petrobras sobre riscos à concorrência em um setor já limitado. A Petrobras, como "terceira interessada", destacou restrições no uso de embarcações estrangeiras, impactando a competição. O Cade, contudo, viu baixa probabilidade de exercício de poder de mercado e aprovou a operação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A fusão entre OceanPact e CBO, que criou uma gigante de serviços marítimos avaliada em R$ 4,5 bilhões, foi aprovada na tarde de ontem, sem restrições, pelo Cade, a despeito dos alertas da Petrobras. Uma das grandes clientes desse setor, a estatal vinha chamando a atenção do órgão antitruste para potenciais riscos à concorrência em um nicho cuja competição já é limitada por regras regulatórias. A Petrobras foi a única empresa admitida, no processo do Cade que avaliou a fusão, como “terceira interessada” — ou seja, companhia afetada pelo negócio e que, por isso, poderia colaborar com o órgão no curso da avaliação. A estatal não pediu diretamente que a fusão fosse reprovada, mas demandou que o Cade reforçasse a cautela porque, para a Petrobras, a operação pode agravar problemas concorrenciais já existentes no mercado brasileiro. A petroleira queixou-se das restrições à operação de embarcações estrangeiras no Brasil. Segundo a companhia, clientes como ela devem contratar preferencialmente Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs), enquanto o uso de embarcações estrangeiras depende de autorização da ANTAQ, a agência reguladora do segmento. Segundo a Petrobras, isso reduz significativamente a pressão competitiva exercida por empresas estrangeiras. A estatal informou ao Cade que, em 2024 e 2025, sete embarcações do tipo PSV (de apoio a plataforma) estrangeiras ficaram impedidas de operar porque não obtiveram autorização da ANTAQ após sofrerem bloqueios por embarcações nacionais. Para a Petrobras, isso provoca atrasos na mobilização dos contratos, insegurança para fornecedores e aumento de custos. Na visão da Petrobras, diante dessas restrições, a fusão de duas grandes prestadoras de serviços representaria um risco à concorrência. O Cade considerou vários dos pontos levantados pela Petrobras, mas acabou entendendo que a fusão tinha baixa probabilidade de gerar exercício de poder de mercado e aprovou a operação sem impor “remédios”.