Numa conversa com jornalistas, o presidente americano diz que acaba de matar um assassino em série. A confissão traz dúvidas sobre suas taxas de aprovação. "Eu jurei proteger o povo, e, às vezes, isso significa não ganhar curtidas e inscritos. Se você não gosta disso, tudo que posso oferecer é um emoji de um prato e da minha bunda", afirma, imponente.

A cena pertence ao desenho "Presidente Curtis", que chegou ao HBO Max nesta segunda, mas poderia ter ocorrido no atual governo dos Estados Unidos, já que Donald Trump fez de ameaças à mídia uma das marcas de seu segundo mandato.

Não à toa, Dan Harmon diz que decidiu reduzir a brutalidade do personagem, introduzido em "Rick and Morty" durante o segundo mandato de Barack Obama, e cortar uma piada que parecia satirizar planos recentes, e nada fictícios, de anexação da Groenlândia.

"O programa não existe para as pessoas lembrarem do que querem esquecer —que a política se baseia em propaganda e somos enganados pelas redes, entre outros assuntos. A ideia é ser uma válvula de escape", afirma o criador, que há mais de uma década lançou o desenho sobre um cientista alcoólatra que rompe leis intergalácticas.

Escrito para o segundo ano da série —hoje na nona temporada e o maior sucesso do Adult Swim, braço do Cartoon Network para adultos—, Andre Curtis foi eleito para ter o próprio spin-off ainda no governo de Joe Biden, quando Hollywood criticava o governo mais abertamente.