Emissora japonesa NHK noticiou que várias pessoas ficaram presas em piso de centro comercial desmoronado; Rede TBS se referiu a um 'número considerável de mortes' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Terremoto atingiu o sul do Japão nesta terça-feira — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 09:57 Japão Mobiliza 3,6 Mil Militares Após Terremoto em Kumamoto O Japão mobilizou 3,6 mil militares para apoiar as operações de resgate após um terremoto de magnitude 7,1 na província de Kumamoto, que causou desmoronamentos e um número considerável de mortes, segundo a TBS. O epicentro foi em Uki, a 10 km de profundidade, causando danos a edificações, interrupções de transporte e apagões. Um alerta de tsunami foi emitido e suspenso. A região é um polo de semicondutores, afetando empresas como TSMC e Sony. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou o envio de cerca de 3,6 mil militares para a província de Kumamoto, atingida por um terremoto de intensidade 7,1 na Escala Richter nesta terça-feira, para auxiliar as missões de busca e resgate em andamento. Autoridades japonesas confirmaram que "várias pessoas" estão presas em um shopping center que desabou na cidade de Kashima, com veículos locais informando um "número considerável de mortos" — ainda sem confirmação oficial. — Danos extensos já foram confirmados — afirmou a primeira-ministra em breves declarações públicas na noite desta terça (manhã no Brasil), após confirmar o envio dos militares. — Eu expresso minha profunda solidariedade a todos os afetados por este desastre. Terremoto de magnitude 7,1 atinge sul do Japão e provoca alerta de tsunami em Kyushu O tremor, ocorrido às 16h27 (4h27 de Brasília), teve seu epicentro sob a cidade de Uki, na província de Kumamoto, a aproximadamente 900 km de Tóquio, e ocorreu a uma profundidade extremamente rasa, de 10 km, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA). O fenômeno atingiu o nível máximo (7) na escala de intensidade sísmica Shindo, uma referência japonesa que mede a força com que os terremotos são sentidos. A polícia do Japão informou sobre uma explosão em um shopping center em Kumamoto, onde as autoridades confirmam que há pessoas presas sob um dos pisos. Uma operação do Corpo de Bombeiros está em andamento. A cadeia de TV TBS citou um "número considerável de mortes", sem detalhar o quantitativo. O New York Times conseguiu confirmar dois feridos, citando autoridades locais. Vários prédios desmoronaram ou sofreram danos provocados pelo terremoto, incluindo a sede de governo de Kumamoto e um santuário localizado nas ruínas do Castelo de Yatsushiro. Um balanço inicial das autoridades mencionava 12 construções impactadas com maior gravidade, e 50 pessoas atendidas em unidades de saúde. Transportes foram interrompidos em toda a região, que funciona como um polo da indústria de semicondutores do país. Há relatos de pessoas presas sob quatro construções desabadas, segundo a emissora NHK. — Quando o terremoto aconteceu, os tremores eram tão fortes que eu não conseguia ficar em pé — declarou um funcionário da emissora pública na província de Kumamoto. Um alerta de tsunami foi emitido pela JMA pouco após o terremoto, mas o aviso foi suspenso pouco depois. Ainda assim, cerca de 300 mil pessoas foram instruídas a deixarem suas casas e procurarem centros temporários de acolhida, enquanto as autoridades fazem uma avaliação dos riscos e dos danos totais. A agência japonesa registrou mais de 60 réplicas de menor intensidade após o tremor principal. O Japão é um dos países mais expostos a terremotos no mundo por estar localizado na união de quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do "Círculo de Fogo" do Pacífico. O arquipélago, que tem quase 125 milhões de habitantes, registra centenas de tremores todos os anos. Kumamoto, em particular, foi afetada em 2016 por dois terremotos devastadores: o primeiro de 6,5 graus de magnitude, seguido, dois dias depois, por outro de 7,3 graus de magnitude. Os tremores deixaram 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos. Mais de 45 mil residências e instalações estão sem energia elétrica, segundo a operadora Kyushu Electric Power, e a destruição se estendeu por pontes e rodovias. A operadora ferroviária JR Kyushu suspendeu todos os seus serviços, enquanto a pista do aeroporto de Kumamoto foi fechada para inspeções de segurança, sem previsão de reabertura. Apesar do impacto, a Autoridade Japonesa de Regulação Nuclear afirmou que não foi detectada nenhuma anomalia nas usinas nucleares da região, informação reiterada pelo secretário-chefe do Gabinete japonês, Minoru Kihara. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), principal fabricante de chips para empresas como Nvidia e Apple, retirou funcionários de sua fábrica na província de Kumamoto durante o terremoto. O fenômeno perturbou ligeiramente o mercado crítico de alta tecnologia — a Sony Group produz sensores de imagem utilizados em smartphones em Kyushu, enquanto a Tokyo Electron fabrica equipamentos para produção de chips e tecnologias avançadas de encapsulamento na região. A fabricação de semicondutores é especialmente sensível a choques físicos e a interrupções no fornecimento de energia ou nos processos industriais. Mesmo pequenas falhas podem comprometer lotes inteiros de produtos de alto valor. (Com AFP, NYT e Bloomberg)
Japão anuncia envio de 3,6 mil militares para auxiliar operações em região atingida por terremoto
Emissora japonesa NHK noticiou que várias pessoas ficaram presas em piso de centro comercial desmoronado; Rede TBS se referiu a um 'número considerável de mortes'












