Há oito investigações em andamento sobre suspeita de contrabando envolvendo componentes da empresa americana. Empregado foi preso sob acusações de falsificação e quebra de confiança 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Funcionário da Nvidia é detido em Taiwan por suspeita de contrabando de chips para a China — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 08:31 Funcionário da Nvidia em Taiwan é preso por contrabando de chips de IA Um funcionário da Nvidia foi detido em Taiwan sob suspeita de contrabando de chips de IA para a China, em meio a investigações que envolvem oito casos similares. Promotores acusam o funcionário de falsificação e quebra de confiança. O caso destaca tensões geopolíticas e o rigor crescente de autoridades de várias nações, incluindo EUA e Taiwan, contra o mercado negro desses componentes tecnológicos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um funcionário da Nvidia foi detido por promotores de Taiwan como parte de uma investigação sobre o suposto contrabando de chips de inteligência artificial para a China, envolvendo a empresa americana em um caso de grande repercussão. Nesta terça-feira, o Ministério Público de Keelung, em Taiwan, informou que investigadores fizeram buscas, na semana passada, na residência e no escritório de um homem de sobrenome Chang em conexão com a investigação. Segundo os promotores, Chang foi detido, sem que seu nome completo ou seus vínculos profissionais fossem revelados, sob acusações de falsificação e quebra de confiança, afirmaram fontes. A medida pode representar o primeiro caso conhecido em que autoridades governamentais adotam medidas legais contra um funcionário da Nvidia. A ação ocorre após uma série de detenções em Taiwan que também envolveu empregados da Super Micro Computer, uma revendedora de servidores para IA, e de uma operadora de data centers. Até o momento, os promotores não acusaram nenhuma das empresas de irregularidades. O caso é uma das pelo menos oito investigações sobre o contrabando de chips da Nvidia em quatro diferentes jurisdições, à medida que autoridades de Washington a Taipei intensificam o combate ao mercado negro desses componentes — cuja existência já foi negada pelo presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang. Autoridades de Taiwan realizaram sua primeira rodada de detenções em maio, acusando três pessoas de falsificar documentos para exportar à China servidores da Super Micro equipados com chips de inteligência artificial da Nvidia, em violação às restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos. As autoridades apreenderam cerca de 50 unidades do equipamento antes que deixassem Taiwan, mas suspeitam que os investigados já haviam conseguido contrabandear pelo menos um lote de servidores para a China por meio do Japão. Um porta-voz da Nvidia se recusou a comentar os desdobramentos mais recentes. Questionado em maio sobre o que a empresa poderia fazer para impedir casos como esse, Jensen Huang afirmou que a companhia é "extremamente rigorosa ao explicar a todos os seus parceiros as leis e regulamentações de todos os países". Huang também pediu que a Super Micro reforçasse seus processos de diligência e verificação de conformidade. Em resposta, a fabricante de servidores afirmou que suas políticas de compliance estão alinhadas às adotadas por outras empresas do setor, incluindo a Nvidia. Washington proibiu a venda da maioria dos chips de IA da Nvidia para a China sem autorização do governo dos EUA, por temer que esses componentes possam proporcionar uma vantagem militar a Pequim. As regras, porém, nunca foram totalmente eficazes. Autoridades americanas afirmam que servidores equipados com chips da Nvidia avaliados em bilhões de dólares foram desviados para a China em desacordo com os controles de exportação. Enquanto isso, Cingapura, Taiwan e Malásia também passaram a intensificar a fiscalização sobre remessas de chips de inteligência artificial. Os governos de Taiwan e da Malásia, em particular, estudam adotar medidas semelhantes às dos Estados Unidos, o que daria às autoridades mais instrumentos legais para processar suspeitos de contrabando.