O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) se reúne nesta terça-feira (28) para decidir sobre a distribuição do lucro do Fundo de Garantia. O grupo, presidido pelo ministro Luiz Marinho, do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), irá bater o martelo sobre o percentual a ser pago aos trabalhadores e a data em que o valor será depositado.

Terão direito ao lucro do FGTS os trabalhadores que tinham saldo na conta em 31 de dezembro de 2025. O dinheiro é pago na conta e só pode ser sacado em situações específicas, definidas por lei.

Conforme a Folha antecipou, o governo deve distribuir R$ 13,042 bilhões, o equivalente a 89% do resultado obtido em 2025. No ano passado, o fundo teve lucro de cerca de R$ 14,6 bilhões, com receita total de R$ 64,5 bilhões. Em 2024, o resultado foi R$ 13,6 bilhões, dos quais R$ 12,92 bi foram distribuídos (95%).

A rentabilidade das contas ficará em 6,90%, superando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Em 2025, a inflação oficial do país ficou em 4,26%. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores com saldo na conta vinculada do FGTS em 31 de dezembro de 2025 serão beneficiados.

Segundo decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), o Fundo de Garantia deve render ao menos a inflação do ano, para que os trabalhadores não percam seu poder de compra. O rendimento considera 3% ao ano mais a TR (Taxa Referencial) mais a distribuição do lucro, que é feita desde 2017.