A Caixa Econômica Federal fará a distribuição dos recursos até 31 de agosto, de forma proporcional ao saldo de todas as contas O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a distribuição de R$ 13,042 bilhões entre os trabalhadores cotistas. O valor representa 89% do lucro apurado pelo FGTS em 2025, de R$ 14,7 bilhões. Em 2024, o lucro registrado foi de R$ 13,6 bilhões e foram distribuídos R$ 12,9 bilhões, o equivalente a 95% do resultado. A Caixa Econômica Federal fará a distribuição dos recursos até 31 de agosto, de forma proporcional ao saldo de todas as contas vinculadas que apresentaram saldo positivo em 31 de dezembro de 2025. Ao todo, cerca de 138 milhões de trabalhadores serão contemplados. Para calcular a valor a ser creditado, o trabalhador deve multiplicar o saldo existente na conta de FGTS no dia 31 de dezembro de 2025 pelo índice de 0,01868341. A título de exemplo, quem tinha R$ 10 mil naquela data receberá um valor total de R$ 186,83. Com a distribuição dos lucros, a rentabilidade das contas vinculadas do FGTS em 2025 será de 6,9%, acima da inflação registrada no mesmo período, de 4,26%, o que garante ganho real ao trabalhador, diz a Caixa. De acordo com a legislação, a remuneração do FGTS é baseada em TR (Taxa Referencial) + 3% ao ano, somada à distribuição de resultados. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que, quando esse cálculo não repuser o IPCA, caberá ao Conselho Curador do fundo determinar a forma de compensação. Na prática, a inflação é uma espécie de “piso” na correção dos saldos — mas apenas para os depósitos feitos a partir da decisão do Supremo. O cálculo da remuneração do FGTS tem sido maior do que o IPCA desde 2016, ano em que o Conselho Curador do fundo passou a ser autorizado a distribuir até 99% dos resultados anuais. A única exceção foi 2021, quando houve um pico de inflação de 10,06%. Segundo a Caixa, o FGTS registrou, em 2025, a maior arrecadação de sua história, de R$ 212,6 bilhões, crescimento de 10,4% em relação a 2024, impulsionado pelo aumento da contribuição dos próprios empregadores. Os saques totalizaram no ano passado R$ 190,4 bilhões, avanço de 18,3% ante o exercício anterior, fruto do contexto de “pleno emprego” e rotatividade dos trabalhadores, de acordo com o banco. As principais modalidades de saque foram: rescisão contratual e multa rescisória (31,3%); saque-aniversário (28,6%); habitação (14%); aposentadoria (7,5%); e multa rescisória do saque-aniversário (7,2%). Segundo o balanço apresentado pela Caixa, o FGTS também registrou, em 2025, o maior volume histórico de desembolsos. Foram R$ 112 bilhões liberados em operações de crédito, alta de 1% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo volume recorde de operações, com destaque para os financiamentos de infraestrutura, cujos desembolsos cresceram 57,9%; de saneamento, com alta de 27,5%; e de apoio à moradia, com avanço de 4,2% sobre 2024. Já os ativos do FGTS alcançaram R$ 837,7 bilhões em 2025, impulsionados pelas operações de crédito e pelas aplicações financeiras. O patrimônio líquido teve crescimento de 6,1%, de R$ 118,7 bilhões em 2024 para R$ 126 bilhões no ano passado. Aplicativo do FGTS, da Caixa — Foto: Fotos Públicas