Em sua carta de renúncia ao conselho da Vale, o advogado Marcelo Gasparino nega ter vazado informações confidenciais da companhia e reclama de um suposto enfraquecimento da governança da mineradora, que vive em meio a turbulências desde que a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) decidiu antecipar a sucessão no colegiado.
No texto, Gasparino defende transparência na gestão da empresa e afirma ainda que sua renúncia não envolveu acordo ou vantagem financeira, em referência ao inédito pacote de benefícios dado ao ex-presidente do conselho, Daniel Stieler, após sua renúncia no início do mês.
A Vale preferiu não comentar a carta. A Previ não respondeu ao pedido de entrevista sobre o tema.
A fundação que gere a previdência dos funcionários do Banco do Brasil é a maior acionista individual da Vale, com 7,02% das ações. A companhia ainda tem como acionistas relevantes a japonesa Mitsui (6,45%) e as gestoras de investimentos BlackRock (6,71%) e Capital World Investors (5,13%). O restante do capital está pulverizado no mercado.
Vice-presidente do conselho da mineradora, Gasparino apresentou sua renúncia nesta segunda-feira (27). Ele seria alvo de um processo de destituição, proposto aos acionistas pelo conselho na semana passada, após a acusação de vazamento de informações sigilosas.











