Mineração 4.0: a revolução industrial do setorDrones, satélites, 5G, gestão de dados e veículos autônomos já estão na operação da Vale, Rio Tinto e BHP; para especialistas é a revolução industrial do setor. Crédito: EstadãoA Previ pediu a destituição de Daniel Stieler do Conselho da Vale, gerando tensão e isolamento de Marcelo Gasparino, vice-presidente do conselho. A decisão ocorreu após investigação sobre vazamento de informações confidenciais. Gasparino, aliado de Stieler, foi acusado de vazamentos e perdeu a eleição para a presidência do conselho para Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, apoiado pela Previ. A situação expôs conflitos internos e questões de governança na Vale.RIO - A carta da Previ pedindo a destituição de Daniel Stieler, então conselheiro e presidente do Conselho de Administração (CA) da Vale com mandato até abril de 2027, deflagrou um “tiroteio” no colegiado, no qual o vice-presidente do conselho, Marcelo Gasparino, aliado de Stieler, acabou isolado, disse uma fonte ouvida pelo Estadão/Broadcast. O ambiente de tensão contribuiu para azedar os ânimos no colegiado, o que culminou no pedido de destituição do executivo. Procurado, Gasparino não retornou as tentativas de contato.Leia tambémConselheiro destituído da Vale por vazamento foi punido na Eletrobras e investigado na PetrobrasPUBLICIDADEO Conselho de Administração informou na noite de quarta-feira, 22, que decidiu destituir o conselheiro após uma investigação de um escritório independente (contratado com anuência do conselho) concluir que houve vazamento de informações confidenciais debatidas na reunião realizada em 19 de junho. Por se tratar de um membro do conselho, a efetivação da medida ainda depende de aprovação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE).A partir da carta da Previ — fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, que é acionista de referência da Vale, com cerca de 7% do capital da mineradora —, o CA entrou em debate sobre a governança da empresa.PublicidadeLeia tambémGrupo Cedro: Lucas Kallas deixa comando e nomeia José Carlos Martins como presidente do conselhoEx-projeto de Eike atrai quatro grupos e venda avança para nova fase em agostoVale anuncia renúncia de Daniel Stieler da presidência do conselho de administração, alvo de disputaNeste contexto, outros conselheiros passaram a atacar Gasparino, com a acusação de vazamento de um voto, disse a fonte. O executivo, por sua vez, teria começado a atirar com denúncias contra os outros conselheiros, o que consolidou o isolamento.Ele teria vazado pontos de sua manifestação e o seu voto do dia 19, no qual manifestou preocupação com a convocação da assembleia para destituir Stieler e para eleger novo conselheiro e novo presidente do Conselho. Em seu voto, Gasparino foi contrário à destituição de Stieler “por não haver fundamentação hábil, e entender haver risco de interferência política neste movimento”, conforme a ata da reunião.De acordo com a ata, Gasparino afirmou que tomou conhecimento de que os encontros do colegiado vinham sendo gravados clandestinamente. A informação passou a circular na imprensa. Além disso, de acordo com fontes, os outros conselheiros atribuem a ele o vazamento de informações sobre uma visita a uma mina, em Corumbá (MS), de propriedade J&F Investimentos (holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista). Embora o tema tenha sido posterior à reunião da Vale, a exposição desorganizada do assunto azedou o humor dos conselheiros com Gasparino.PublicidadeAssembleia realizada na quarta-feira, 23, destituiu Gasparino do Conselho da Vale Foto: Fabio Motta/EstadãoEle era aliado de Stieler, conselheiro indicado pela Previ e que passou a integrar o Conselho em 2021. Com a saída do executivo, no entanto, Gasparino se apresentou voluntariamente para concorrer à presidência do Conselho de Administração da Vale, concorrendo com Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, o Ollie, apoiado pela Previ já na carta de pedido de destituição de Stieler, datada de 6 de junho. Em meio a esse cenário, Gasparino foi derrotado por Ollie na corrida pela presidência do colegiado, em eleição realizada na quarta-feira, 22. “O vazamento parece ser real, mas foi dentro de um contexto em que vários conselheiros estavam falando com jornalistas e com suas bases de apoio”, disse uma fonte próxima do conselho. “O exemplo mais gritante é o da Previ, que, antes da divulgação de uma deliberação do CA, já estava anunciando que iria questionar a legalidade dela.”Publicidade
Vice-presidente do conselho da Vale é acusado de vazamento de informações
Decisão foi tomada após investigação independente apontar vazamento de dados de reunião; a medida ainda precisa ser aprovada pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE); procurado, Gasparino não se manifestou














