0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da mineradora Vale, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro — Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil A decisão do conselho de administração da Vale de destituir Marcelo Gasparino em razão do vazamento de informações confidenciais de uma reunião do colegiado ocorrida em junho surpreendeu pela rapidez — foi tomada ontem, mesmo dia da assembleia de acionistas que elegeu o novo chairman. Mas não pela quase unanimidade: teve o ok de todos os conselheiros, menos de Gasparino, que não participou da reunião, e de André Viana, representante dos funcionários, que se absteve. Gasparino, que ontem foi derrotado por Manoel Lino de Oliveira, o Ollie, na disputa pela presidência do colegiado, tinha uma conhecida relação difícil com a maioria dos conselheiros. Sua destituição ainda terá que ser referendada por uma assembleia de acionistas, que ainda não foi convocada, mas que deve ocorrer entre fim de agosto e início de setembro. Além da investigação que resultou na punição a Gasparino, há pelo menos outros quatro pedidos de apurações tendo integrantes do conselho como alvos. Vão de requisições de apuração de outros vazamentos de informações até uma solicitação para investigar uma suposta campanha antecipada de Ollie para a presidência do conselho, em reuniões com acionistas feitas ao lado do CFO, Marcelo Bacci e outra para apurar a carona que uma conselheira e um diretor da Vale pegaram no jato dos Batista no retorno de uma viagem a Corumbá.