Por anos, uma divisão filosófica sobre como o software de inteligência artificial deveria ser criado separou os tecnólogos do Vale do Silício. Na última semana, essa discussão chegou ao ponto de ebulição.

De um lado estão empresas líderes em IA como Anthropic e OpenAI, que afirmam que os modelos de IA são perigosos demais para serem desenvolvidos abertamente e precisam ser rigidamente controlados —por empresas como elas mesmas— por questões de segurança. Do outro está o restante da indústria de tecnologia, incluindo gigantes como Microsoft e Nvidia, que sustentam que os chamados modelos de IA de código aberto devem permanecer abertos para que as pessoas possam desenvolver tecnologias e construir novos negócios.

Esses grupos começaram a se confrontar publicamente. Nessa sexta-feira (24), o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou em sua primeira postagem na rede social X que "o mundo precisa tanto de modelos fechados de fronteira quanto de modelos abertos de fronteira". Nove minutos depois, Satya Nadella, CEO da Microsoft, postou que o software de código aberto era "essencial para um ecossistema de IA saudável". Ambos assinaram uma carta apoiando o código aberto, que também foi assinada por executivos da Meta, Palantir e IBM.