'Os novos editais trouxeram muito mais mitigação de risco para o investidor', diz executivo Foto: Werther Santana/Estadão - 14/10/2025A JiveMauá, gestora de investimentos alternativos com patrimônio de R$ 28 bilhões, quer disputar concessões de rodovias e está mapeando os próximos leilões, uma forma de ampliar a aposta no mercado de infraestrutura.PUBLICIDADE“A estratégia agora é participar de novos leilões”, disse o responsável por crédito estruturado e capital de solução na estratégia de Distressed & Special Situations da JiveMauá, Bernardo Guterres. Para ele, após a Lava Jato, com participantes do mercado deixando de atuar em leilões por conta das denúncias de corrupção, o governo equilibrou o balanço de riscos para atrair novos investidores.“Os novos editais trouxeram muito mais mitigação de risco para o investidor”, disse Guterres. Com isso, investidores financeiros ficaram mais atraídos por esses projetos. Gestoras como Patria, Perfin, Brookfield e casas como XP e BTG passaram a olhar mais de perto esse mercado. “Queremos estar presente em leilões onde vamos conseguir ter algum diferencial”, disse o executivo da Jive. Um das próximas operações que a gestora pode olhar é a chamada Rota do Pequi, em Goiás, e que deve ir a leilão até o final de 2026.Estratégia inclui situações especiais e investimento puroO sócio e chefe da área de Distressed & Special Situations da JiveMauá, Bruno Gomes, ressalta que a ofensiva da gestora em rodovias inclui operações que se encaixam em situações especiais. Mas também pode ser investimento puro, via participação em leilões. Nesse caso, a gestora estuda a criação de novos fundos e a busca de parceiros entre operadoras do setor, além de outros tipos de estruturas.A Jive já tem uma experiência na área de rodovias. Recentemente, passou a ser dona de 80% da Rota Verde Goiás, concessão importante para o escoamento do agronegócio e que fatura R$ 500 milhões por ano. Mas entrou no negócio de forma diferente, não via leilão, mas por meio de uma complexa reorganização societária que precisava ser feita às pressas.PublicidadeA Azevedo & Travassos, que era dona da concessão, e tinha sido comprada pela Reag, precisava sair do negócio após o envolvimento da controladora na Operação Carbono Oculto da Polícia Federal. Com os problemas do Banco Master, a Reag se desvinculou da Azevedo e o próximo passo foi retirar a empresa da concessão. A estrutura montada pela Jive deu saída para a companhia da Rota Verde, convertendo o crédito que havia dado na época do leilão em uma fatia acionária dos 80%, em um negócio de R$ 320 milhões - os 20% restantes estão com a construtora Tecpav. “A Rota Verde abre uma janela muito importante de investimento para a Jive”, disse Guterres.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 24/07/2026, às 16:21A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.