Quase uma década após o anúncio da substituição do antigo muro de alvenaria por painéis transparentes, a USP (Universidade de São Paulo) ainda patina para dar uma solução definitiva ao cercamento da sua Raia Olímpica, paralela à marginal Pinheiros, no Butantã (zona oeste).
A Folha esteve no local nos dias 20 e 23 de julho de 2026 e constatou a visível dificuldade de avanço da mais recente tentativa de criar uma barreira segura sem custos excessivamente altos e que não prejudique a fauna –aves já morreram ao colidir com as vidraças.
Treliças de bambu foram instaladas sobre painéis remanescentes que receberam adesivos de película plástica escura. O esqueleto de madeira também recobre grades metálicas que, aos poucos, vão substituindo vidraças que se rompem pela trepidação causada pelo tráfego pesado e até com tiros de arma de fogo disparados a partir de veículos, segundo funcionários da instituição.
Na atual proposta, a trama de caniços deve receber uma cobertura de trepadeiras. Sua função é ser uma barreira perceptível para os pássaros. É também alternativa mais barata do que cobrir os painéis que ainda existem ao longo dos 2,2 quilômetros da extensão do canal de regatas.
Um servidor que tem acesso a detalhes da manutenção afirmou que o custo da substituição de cada folha de vidro é de aproximadamente R$ 4.000 e que a troca por gradis também é onerosa.







