Depois do verão americano de 1975, quando Steven Spielberg lançou "Tubarão", dois novos tipos de pessoas surgiram na população mundial: aquelas que nunca mais entraram tranquilas na água do mar e aquelas que se tornaram fãs incondicionais do chamado "filme de tubarão".

É um subgênero muito forte. É praticamente impossível passar uma temporada sem pelo menos um título trazendo o terror dos mares. Alguns bons, muitos sofríveis. Os aficionados têm agora nos cinemas uma rara opção, uma aventura com um roteiro sólido e um diretor que sabe fazer filmes de ação delirantes.

"Águas Mortais" é dirigido por Renny Harlin, de sucessos de bilheteria como "Cliffhanger", "Duro de Matar 2" e a recente franquia "Os Estranhos". Esse diretor finlandês radicado em Hollywood há décadas pode não reinventar a roda, mas sabe construir filmes de ação impecáveis.

Agora a proposta é curiosa. Seu novo filme mistura cinema catástrofe com terror de tubarões. Um resumo do enredo mostra uma premissa muito simples. Um voo entre Los Angeles e Xangai termina em um pouso forçado no Oceano Pacífico. Os sobreviventes conseguem escapar da aeronave parcialmente submersa apenas para descobrir que o mar ao redor está infestado de tubarões.