Em fevereiro, rumores sobre "Maldição da Múmia" citaram desistências numa sessão teste —uma delas do produtor James Wan— e críticas desastrosas. Dias depois, um "teaser" mudou a opinião do público. O terror superou em quatro vezes seu orçamento de US$ 20 milhões e mostrou a força que trailers têm ainda hoje, em meio ao turbilhão de conteúdos digitais.

Não à toa, as prévias se dividem cada vez mais em durações variadas, com comerciais de TV e cortes do TikTok, enquanto usuários especulam quando serão divulgadas as primeiras cenas de filmes aguardados, também antecedidos por ações especiais.

Em março, por exemplo, Tom Holland escalou o Empire State Building para anunciar o trailer do próximo "Homem-Aranha". O vídeo foi o primeiro do tipo a reunir um bilhão de visualizações num só dia.

No Brasil, Selton Mello projetou "Enterre Seus Mortos", estrelado por ele e distribuído pela O2. Foi o ator quem publicou o cartaz oficial do terror, cuja legenda prometia o trailer para o dia seguinte.

"É difícil chamar a atenção no mar de informações em que vivemos", diz Gustavo Kondo, produtor criativo e cartazista da distribuidora nacional. Ele enquadra os "bumpers", que duram segundos e resumem trailers prestes a serem exibidos, entre produtos americanos que brasileiros têm importado.