Eleições 2026
Desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou a disputa comercial com o Brasil em um dos principais temas da corrida presidencial, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tem tentado evitar que o senador seja identificado como o principal beneficiário da ofensiva norte-americana. O Datafolha divulgado nesta segunda-feira 27, porém, indica que essa estratégia ainda não alterou a percepção predominante do eleitorado: 52% dos brasileiros acreditam que Trump age para favorecer a candidatura do senador. Outros 37% discordam e 11% não souberam responder.
A associação entre Trump e Flávio ganhou força em junho, quando o senador esteve na Casa Branca e se reuniu com o presidente norte-americano. No mesmo período, os Estados Unidos anunciaram a proposta de impor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. Após o encontro, Flávio defendeu que a medida fosse adiada para depois das eleições brasileiras, argumentando que o tarifaço poderia acabar favorecendo eleitoralmente Lula.
A declaração passou a ser explorada pelo governo federal como evidência de que a crise comercial tinha também um componente eleitoral. Nas semanas seguintes, enquanto Washington ampliava as tarifas e justificava as medidas com diferentes argumentos, o Planalto sustentou que a escalada contava com a colaboração da família Bolsonaro e buscava interferir no cenário político brasileiro. A narrativa ganhou ainda mais repercussão quando o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tentou transferir para Lula a responsabilidade pelo tarifaço e teve sua manifestação compartilhada por Flávio nas redes sociais.









