Juan Orlando Hernández foi considerado culpado de ajudar a contrabandear centenas de toneladas de cocaína produzida na Colômbia para os EUA, em conluio com narcotraficantes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras, em entrevista coletiva — Foto: Orlando Sierra/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/07/2026 - 00:16 Retorno de Hernández a Honduras gera debate sobre impunidade e política O ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, retornou ao país após ser indultado por Donald Trump de uma sentença de 45 anos por narcotráfico. Acusado de colaborar com traficantes como "El Chapo" Guzmán, Hernández agradeceu a Trump, alegando ser vítima de perseguição política. Agora, enfrenta acusações de desvio de recursos em Honduras. Seu retorno suscita críticas e debate sobre impunidade no país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, que retornou ao seu país neste domingo, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por tê-lo indultado de uma sentença de 45 anos de prisão por tráfico de drogas, ao considerar ter sido vítima de uma "caça às bruxas". Um juiz federal de Nova York condenou Hernández a 45 anos de prisão em junho de 2024, dois anos após sua extradição. Ele foi considerado culpado de ajudar a contrabandear centenas de toneladas de cocaína produzida na Colômbia para os Estados Unidos, em conluio com narcotraficantes como o mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán, que cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos. O ex-presidente recebeu o perdão antes das eleições presidenciais de novembro passado, que seu correligionário conservador, Nasry Asfura, venceu por uma pequena margem, após Trump ameaçar cortar a ajuda a Honduras caso ele não fosse eleito. "O presidente mais informado do mundo disse: eu revisei, minha equipe e eu o revisamos detalhadamente e aqui foi cometida uma tremenda injustiça, é uma caça às bruxas, é o uso da justiça como arma política", acrescentou Hernández, perante centenas de apoiadores em um sítio em Comayagua, a 60 km de Tegucigalpa. Hernández, que chegou ao país em um voo privado e goza de proteção oficial por ser ex-presidente (2014-2022), agora vai enfrentar a justiça hondurenha, que o acusa de ter desviado dois milhões de dólares (cerca de R$ 10 milhões, na cotação atual) de fundos públicos para financiar sua primeira campanha presidencial. "O menos que vou fazer é abaixar a cabeça, quando a verdade me assiste", advertiu, ao anunciar que tentará recuperar 131 bens que foram confiscados quando foi extraditado. Estados Unidos atacam Venezuela e capturam Nicolás Maduro 1 de 20 Trump confirma 'ataque de grande escala' à Venezuela e diz que Maduro foi capturado — Foto: Reprodução 2 de 20 Explosão em Fuerte Tiuna, maior base militar da Venezuela — Foto: AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Um veículo em chamas na base aérea de La Carlota, em Caracas, após uma série de explosões em 3 de janeiro de 2026 — Foto: JUAN BARRETO / AFP 4 de 20 Vídeo mostra helicópteros de operações especiais sobrevoando caracas — Foto: Reprodução X de 20 Publicidade 5 de 20 Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: AFP 6 de 20 Incêndio no Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela — Foto: Luis JAIMES / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Espaço aéreo vazio na Venezuela enquanto ataques dos EUA atingem Caracas — Foto: flightradar24.com / ESN / AFP 8 de 20 Rodovia Francisco Fajardo, em Caracas, fica vazia após ataques na Venezuela — Foto: Juan BARRETO / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA 10 de 20 Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA X de 20 Publicidade 11 de 20 Venezuelanos deixam o país após anúncio de captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA — Foto: SCHNEYDER MENDOZA 12 de 20 O secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, estão atrás do presidente Donald Trump durante o anúncio de um plano para construir navios de guerra da “classe Trump”, em Mar-a-Lago. — Foto: Eric Lee / The New York Times X de 20 Publicidade 13 de 20 Soldados colombianos são vistos em veículos militares na fronteira com a Venezuela, em Cúcuta — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP 14 de 20 Caminhão destruído na base aérea de La Carlota, em Caracas — Foto: Juan BARRETO / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Militares colombianos na fronteira com a Venezuela — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP 16 de 20 Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Carolina, Porto Rico, após o cancelamento de todos os voos em decorrência dos ataques dos Estados Unidos na Venezuela. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP 18 de 20 Trump compartilha imagem que diz mostrar Maduro a bordo do Iwo Jima — Foto: Reprodução | Truth Social X de 20 Publicidade 19 de 20 Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu entrevista à rede de TV americana Fox News após o ataque na Venezuela — Foto: Reprodução / Fox News 20 de 20 Donald Trump fala em coletiva de imprensa após ações militares dos EUA na Venezuela. — Foto: Jim WATSON / AFP X de 20 Publicidade De um palanque equipado com telão, Hernández, advogado de 57 anos, também deixou em aberto a possibilidade de voltar à política se vir que "novamente um radicalismo" pode chegar ao poder, em alusão ao governo anterior de esquerda. "Debaixo do nariz dos gringos" Seu retorno gerou fortes críticas da oposição. "Deveria vir pagar por seus crimes", disse em um vídeo a ex-candidata presidencial Rixi Moncada. "Indulto não é o mesmo que inocência", escreveu no X a deputada liberal Alia Kafati, acrescentando que este "é um dia triste" para o país. JOH, como é conhecido por suas iniciais, voltou depois que um juiz hondurenho suspendeu uma ordem de prisão pelo suposto desvio de recursos, um caso pelo qual deverá se apresentar à Justiça em 3 de agosto. Seu retorno também ocorre quatro meses depois de a maioria direitista no Congresso ter destituído o procurador-geral, Johen Zelaya, próximo da esquerda. É "um teste para a independência" judicial, disse à AFP Ana María Méndez, do Escritório de Washington para Assuntos Latino-americanos (WOLA). Ela acrescentou que o caso "reabre o debate sobre a impunidade" após os questionamentos ao indulto concedido por Trump que, por outro lado, ordenou bombardear lanchas do narcotráfico com várias dezenas de mortos no Caribe e no Pacífico. "Estamos muito contentes" por recebê-lo, comentou à AFP Eva Amador, apoiadora de Hernández de 56 anos, que exibia um cartaz com uma mensagem de agradecimento ao presidente americano. Veja fotos de propriedades do narcotráfico apreendidas na Colômbia 1 de 5 Vista aérea da mansão Montecasino, em Medellín — Foto: JAIME SALDARRIAGA / AFP 2 de 5 Banheira em formato de ostra na mansão Montecasino, em Medellín — Foto: JAIME SALDARRIAGA / AFP X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Castelo de Marroquín foi cabaré, hospital psiquiátrico e sede de Cartel de Bogotá — Foto: Raul ARBOLEDA / AFP 4 de 5 Castelo de Marroquín foi construído no século XIX — Foto: Raul ARBOLEDA / AFP X de 5 Publicidade 5 de 5 Castelo neogótico que pertenceu a narcotraficante fica em Chía e vai virar universidade — Foto: Raul ARBOLEDA / AFP Veja fotos de propriedades do narcotráfico apreendidas na Colômbia A Promotoria americana acusou o ex-presidente de transformar Honduras em um "narco-Estado" e uma "supervia" para o tráfico de drogas. "Vamos enfiar a droga debaixo do nariz dos gringos e não vão nem perceber", teria dito Hernández, segundo uma testemunha que cooperou com a Promotoria. A sentença foi anulada em abril passado, depois que o presidente republicano Trump concedeu o indulto a Hernández, alegando que ele tinha sido vítima de uma armação de seu antecessor na Casa Branca, o democrata Joe Biden (2021-2025). "Bofetada" nas vítimas A carreira política de Hernández foi marcada por denúncias de corrupção. Há três meses, o Diario Red, veículo digital fundado pelo ex-vice-presidente espanhol Pablo Iglesias, divulgou áudios que supostamente revelam que Hernández foi indultado em um plano de Estados Unidos, Israel, Honduras e Argentina para transformá-lo em um operador contra a esquerda na região. JOH tachou de falsas estas gravações, enquanto Asfura, que supostamente lhe ofereceu dinheiro, se manteve em silêncio. O ex-presidente foi um dos impulsionadores das Zonas de Emprego e Desenvolvimento Econômico (ZEDE), territórios autônomos aprovados para atrair investimentos. Em 2024, foram declaradas inconstitucionais, mas algumas seguem operando. Hernández acumulou tanto poder que, em 2017, se elegeu para um segundo mandato, apesar de a Constituição hondurenha proibir a reeleição. Uma interpretação da Suprema Corte lhe abriu o caminho e, após vencer as eleições sob acusações de fraude, decretou toque de recolher pelos protestos que deixaram cerca de 30 mortos. "Seu retorno em total impunidade e sem punição por estes crimes é uma tremenda bofetada nas vítimas", disse à AFP o analista jurídico Joaquín Mejía.
Condenado por narcotráfico, ex-presidente de Honduras volta ao país após indulto de Trump
Juan Orlando Hernández foi considerado culpado de ajudar a contrabandear centenas de toneladas de cocaína produzida na Colômbia para os EUA, em conluio com narcotraficantes












