Pergunta: Meu marido tem câncer terminal, e não sei quanto tempo ainda tenho com ele. Não sei como conversar com ele sobre o fim da vida. Somos donos de um negócio juntos, e ele é uma peça fundamental para o sucesso da empresa. Não sei como fazer isso sem ele, nem como perguntar sem fazê-lo pensar que estou "ansiosa" pela morte dele (o que certamente não estou). Estou em modo de luta ou fuga há três anos. Estou exausta.
Resposta da terapeuta: Fico muito feliz que você tenha me escrito, porque está descrevendo a experiência de assistir um cônjuge morrer na qual a maioria das pessoas se sente sozinha —o vai e vem da montanha-russa de boas e más notícias, o estresse e a fadiga de cuidar de alguém que você ama, e a confusão sobre como abordar conversas sobre o fim da vida. Carregar tanto peso pode ser incrivelmente solitário, o que é mais um motivo para conversar com seu marido. Mas, embora vocês ainda precisem discutir a logística do negócio, quero sugerir que você comece com um diálogo centrado no luto —o dele e também o seu.
Marta Monteiro/The New York Times
O que quero dizer? Às vezes as pessoas se surpreendem ao saber que, quando uma pessoa no casamento está gravemente doente, o luto não começa após a morte. Em vez disso, ambos os parceiros vivem o luto durante toda a doença, mas frequentemente de maneiras diferentes.






