0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A empreendedora social e ativista anticapacitista Carolina Ignarra é sócia-fundadora e CEO da Talento Incluir — Foto: Rogerio Vieira/Valor RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 21:57 Carolina Ignarra: Pioneira na Inclusão de PCDs e Crítica à Lei de Cotas Carolina Ignarra, sócia-fundadora da Talento Incluir, é referência na inclusão de PCDs no mercado de trabalho. Ela defende que a diversidade é essencial para as empresas e critica a baixa adesão à Lei de Cotas. Com a pressão da agenda ESG, ela acredita na mudança desse cenário. Carolina também cofundou a Talento Sênior e lidera o projeto Liderança Para Todas, buscando dignidade e inclusão efetiva para PCDs. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O futuro do trabalho não passa apenas pela inclusão dos mais diversos profissionais no mercado: ele depende dessa inclusão para ser viável. Deixou de ser escolha, tornando-se uma necessidade. Essas são palavras de quem trabalhou pela inserção de mais de 10 mil pessoas com deficiência. Sócia-fundadora e CEO da Talento Incluir, consultoria pioneira e que se tornou referência na integração produtiva de PCDs, a empreendedora social e ativista anticapacitista Carolina Ignarra, de 47 anos, crê que contratar sem ignorar a questão da diversidade deveria constar hoje do manual de sobrevivência das companhias. Ainda assim, segundo ela, só metade das empresas cumpre a Lei de Cotas, que determina o preenchimento de vagas de 2% a 5% por PCDs em companhias com 100 ou mais empregados. O desrespeito persiste mesmo passados 35 anos desde a implementação da legislação. Carolina acredita, contudo, que esse panorama negativo pode mudar com o crescente peso da agenda ESG, que pressiona gestores a buscar ações concretas para ampliar seus horizontes. Aos poucos, estabelece-se também a lógica de que uma equipe menos homogênea consegue lidar melhor com a complexidade do mundo no século XXI, já que pessoas de perfis variados, com vivências distintas, têm mais condições de ter pontos de vista fora do senso comum e de propor soluções originais para questões corporativas intrincadas. ‘O valor da inclusão’ O que está em jogo é eficiência e humanidade juntas, diz Carolina, que é professora de educação física e conselheira do Comitê Paralímpico Brasileiro. Ela ficou paraplégica em 2001, após sofrer um acidente de moto: — Empresas que compreendem o valor da inclusão estão mais preparadas para o futuro. Quem deixa de contratar um bom profissional PCD sai perdendo, pois não está apenas cometendo uma injustiça social. Está perdendo dinheiro. Existe um mercado negligenciado de consumo, que desconsidera a nós e a nossas famílias. Autora de livros e especialista em neuroaprendizagem e incluída em 2020 pela revista Forbes na lista das mulheres mais poderosas do Brasil, Carolina é também cofundadora da Talento Sênior, voltada para a valorização de profissionais de 45 anos ou mais. E ainda toca o projeto Liderança Para Todas, um coletivo de mulheres com deficiência. O grupo deve chegar a 100 integrantes até o fim do ano. Não basta a empregabilidade. A empreendedora deseja viver numa sociedade em que o respeito chegue aos PCDs: — Nossa dignidade é sazonal, instável. Sou carregada no avião, sou infantilizada no tratamento, duvidam da minha capacidade. Desejo dignidade para as pessoas com deficiência do minuto zero. Isso também abarca que a inclusão deixe de depender de leis de cotas para acontecer. Que ela passe a ser uma escolha consciente das empresas, incorporada à estratégia de negócio, conectada à geração de valor.
Carolina Ignarra: Consultoria pioneira criada por empreendedora é referência na integração produtiva de PCDs
Carolina Ignarra: Consultoria pioneira criada por empreendedora é referência na integração produtiva de PCDs









