Mais comum em pessoas com ascendência do norte da Europa, a condição pode comprometer tarefas simples do dia a dia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cena de 'Vikings' — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/07/2026 - 07:00 Doença de Dupuytren: o impacto na autonomia e o tratamento eficaz A "doença do viking", ou doença de Dupuytren, afeta principalmente homens de ascendência nórdica, como noruegueses, e envolve o espessamento anormal da fáscia palmar das mãos, dificultando movimentos simples. Embora rara, atingindo 1% a 2% da população, pode comprometer a autonomia. A cirurgia é o tratamento mais eficaz, mas a doença pode reincidir, exigindo acompanhamento médico contínuo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Apesar do nome remeter a uma lenda ou a uma doença antiga, a chamada "doença dos vikings" é uma condição real que afeta as mãos e pode dificultar tarefas simples do dia a dia, como apoiar a palma da mão sobre uma mesa, cumprimentar alguém com um aperto de mão ou segurar objetos. Seu nome médico é doença de Dupuytren, mas ela ficou conhecida popularmente como "doença dos vikings" por apresentar maior incidência entre pessoas com ascendência do norte da Europa, especialmente em países como Noruega, Suécia, Dinamarca e Islândia. Nos últimos anos, estudos genéticos também sugeriram que parte da predisposição para desenvolver a doença pode estar relacionada a variantes hereditárias provenientes dos neandertais. A traumatologista Sandra Pérez explicou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que a doença tem origem na fáscia palmar, uma camada de tecido conjuntivo que recobre músculos e tendões da mão. Quando a doença se desenvolve, esse tecido começa a engrossar de forma anormal, formando cordões ou faixas sob a pele. Com o passar do tempo, essas estruturas puxam os dedos em direção à palma da mão, podendo impedir que ela seja completamente estendida. — Não conhecemos exatamente a evolução dessa doença. Em algumas pessoas, ela progride lentamente; em outras, de forma mais rápida e agressiva. Também não existe um tratamento capaz de interromper sua progressão, mas o tratamento definitivo é cirúrgico. E quando ele é indicado? Quando pedimos ao paciente que apoie a mão sobre uma superfície plana e ele não consegue mantê-la totalmente estendida. Nesses casos, o procedimento consiste na remoção seletiva desse cordão de tecido — explicou a médica. Segundo a National Library of Medicine, a doença é relativamente rara e afeta entre 1% e 2% da população. Nos casos mais avançados, ela pode impedir movimentos simples, como abrir totalmente a mão, apertar a mão de outra pessoa, calçar uma luva, segurar objetos maiores, utilizar ferramentas ou apoiar a palma da mão sobre uma superfície plana. Embora normalmente não provoque dor intensa, a perda progressiva da mobilidade pode comprometer significativamente a autonomia e as atividades cotidianas de quem convive com a doença. Após a cirurgia, muitos pacientes recuperam boa parte dos movimentos da mão e apresentam melhora importante da funcionalidade. No entanto, o resultado depende do estágio da doença e do tempo em que os dedos permaneceram contraídos, o que significa que nem sempre é possível recuperar totalmente os movimentos. Além disso, os especialistas alertam que a doença pode voltar a se manifestar ao longo dos anos. Por isso, é importante manter acompanhamento médico periódico para monitorar o surgimento da condição em outros dedos das mãos.
O que é a 'doença do viking', a condição comum entre homens noruegueses
Mais comum em pessoas com ascendência do norte da Europa, a condição pode comprometer tarefas simples do dia a dia






