Influenciadores, ex-BBBs, atrizes e cantores brasileiros usaram o Instagram para promover laboratórios paraguaios e canetas emagrecedoras sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Embora as postagens não tragam ofertas explícitas de venda, especialistas afirmam que podem caracterizar publicidade indireta de medicamentos proibidos, o que configura crime contra a saúde pública.
A legislação brasileira não proíbe influenciadores de viajar para outro país com intuito de participar de eventos farmacêuticos. O problema começa quando o conteúdo produzido passa a ser direcionado ao consumidor brasileiro sobre um produto ilegal.
Entre os nomes constatados pela reportagem, ao avaliar as publicações sobre os medicamentos Lipoless, Lipoland e Tirzec (sem aval da Anvisa), estão Deborah Secco, Nicole Bahls, Gracyanne Barbosa, MC Daniel, Lucas Lucco, Juju Salimeni, Elieser Ambrosio, Kamilla Salgado, Léo Stronda e Emilly Araújo.
Nesses casos, as publicações infringem a Lei de Infrações Sanitárias (n.º 6.437/1977), o CDC (Código de Defesa do Consumidor) e as normas do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). As sanções incluem multas que chegam a R$ 1,5 milhão.A Anvisa diz, em nota, que conteúdos direcionados ao público brasileiro estão sujeitos à legislação sanitária nacional e que eventuais ações de promoção por meio de redes sociais desses produtos podem caracterizar infração sanitária.









