O governo Lula anunciou o acionamento da lei de reciprocidade contra os Estados Unidos depois da mais recente versão do tarifaço, que adicionou 12,5% em taxas contra produtos brasileiros, sem decidir se retaliará ou não, e vê o mecanismo como uma forma de se fortalecer nas negociações.
Autoridades brasileiras, em momentos anteriores do tarifaço, descartaram publicamente retaliações contra produtos americanos depois de também haver menções oficiais à lei de reciprocidade.
Na quinta-feira (23), o governo de Donald Trump anunciou mais 12,5% de tarifas contra produtos brasileiros, poucos dias depois de ter divulgado outros 25% em taxas. Dessa vez, o Brasil foi incluído no pacote de 60 nações que as autoridades americanas acusam de comprar produtos vindos de países que usam trabalho forçado.
Ainda na quinta, o governo Lula divulgou uma nota com o seguinte trecho: "Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade".
Na prática, o início do trâmite da reciprocidade consiste em estudos para identificar áreas da economia que poderiam ser alvo de retaliação sem que isso cause efeitos colaterais no Brasil. Depois desse processo –que pode demorar meses–, é que viria a decisão política de aplicar ou não a reciprocidade.















