Candidato de Lula ao governo de Santa Catarina, o ex-deputado e empresário Gelson Merísio (PSB) pretende adotar uma estratégia em duas etapas para ser competitivo em um estado que é reduto da direita.
No primeiro turno, a prioridade é grudar sua imagem na do presidente, para herdar todo o capital político do petista, hoje estimado em de 25% a 30% dos votos no estado. Com isso, a avaliação é que estaria garantida sua presença no segundo turno.
Merísio pretende explorar a divisão no campo ideológico oposto, que tem duas candidaturas bolsonaristas: a do atual governador, Jorginho Mello (PL), e a do ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD). A expectativa é que Rodrigues tome uma parte do eleitorado de Mello, evitando que ele vença no primeiro turno.
Se chegar mesmo à segunda etapa, Merísio acredita que conseguirá ampliar seu apelo junto ao eleitorado, aproveitando o fato de que construiu sua carreira política em partidos de centro.
Entre outras posições, foi presidente da Assembleia Legislativa do estado pelo PSD e só se filiou ao PSB há alguns meses, para disputar a eleição. Em 2018, chegou a declarar apoio ao então candidato Jair Bolsonaro, mas diz que mudou de posição desde então.







