O candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD) adotou como estratégia distribuir igualmente ataques aos dois adversários que aparecem na dianteira das pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo um integrante da campanha, o mote é mostrar que "Lula não fez porque não quis, e Flávio não vai fazer porque não sabe".

Em outras palavras, contrapor o que seriam a incompetência do presidente e a incapacidade do senador à experiência administrativa do ex-governador de Goiás e ex-senador. Caiado apresenta como trunfos realizações nas áreas de segurança, educação e inteligência artificial.

Um exemplo de crítica aos dois lados veio nesta quarta-feira (29), com uma postagem de Caiado que condenou o sigilo imposto pela Polícia Federal a quem visita presos por corrupção. "É pra proteger os aliados do Lula? Ou do Flávio? Já não sei mais", escreveu.

A estratégia do goiano é reforçar sua postura de décadas contrária ao PT e Lula, mas também se colocar como uma alternativa de direita, caso Flávio derreta nas pesquisas —especialmente se surgirem novas acusações ligadas ao caso Master.