Confronto elevou o número de vítimas das últimas semanas e ocorre em meio à intensificação da violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia ocupada Vista do assentamento israelense de Havat Gilad, após um tiroteio fatal, segundo autoridades de saúde israelenses e palestinas, perto de Nablus, na Cisjordânia ocupada por Israel , em 24 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Mohammed Torokman O exército de Israel lançou uma nova operação militar após quatro palestinos e dois soldados israelenses terem sido mortos perto de um vilarejo palestino nesta sexta-feira. O confronto elevou o número de vítimas das últimas semanas e ocorre em meio à intensificação da violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia ocupada. O incidente perto do vilarejo de Tal, a sudoeste da cidade de Nablus, ocorreu após um forte aumento dos ataques de colonos contra vilarejos palestinos desde o início do ano, segundo dados das Nações Unidas. O Exército israelense afirmou ter recebido relatos de que civis israelenses que faziam uma caminhada pela região haviam sido atacados perto do vilarejo, na chamada Área A da Cisjordânia. A região está sob controle civil e de segurança da Autoridade Palestina, e os israelenses são oficialmente proibidos de entrar. Segundo o Exército, um palestino tomou uma arma de integrantes da segurança israelense do assentamento próximo de Havat Gilad e abriu fogo, ferindo vários israelenses antes de ser morto. Os militares disseram que quatro palestinos morreram no incidente. Autoridades palestinas locais afirmaram, por outro lado, que um grande grupo de colonos israelenses tentou invadir duas casas e foi então confrontado por moradores do vilarejo. Tropas israelenses montaram bloqueios nas estradas na região de Tal e Nablus e disseram estar procurando pessoas envolvidas no incidente. O Exército afirmou que se preparava para uma “ampla atividade operacional de contraterrorismo no setor” e havia cancelado as licenças dos militares. “Após os acontecimentos recentes, e especialmente o ataque desta manhã, há preocupação com uma escalada em toda a Judeia e Samaria. Estamos realizando operações de contraterrorismo para impedir que a região mergulhe em uma nova onda de violência”, disse em comunicado o major-general Avi Bluth, chefe do Comando Central do Exército israelense. O Exército israelense afirmou ter detido dois homens em um hospital de Nablus, para onde haviam sido levados após ficarem feridos durante o ataque. Segundo os militares, “eles foram detidos pelos soldados e transferidos às forças de segurança para os procedimentos posteriores”. Autoridades palestinas disseram que o Exército israelense invadiu o hospital e agrediu profissionais de saúde no setor de emergência. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, de linha-dura, afirmou que vilarejos palestinos próximos a Tal deveriam ter seus habitantes retirados e que novos assentamentos deveriam ser construídos para garantir a segurança. “Essa é a nossa resposta sionista adequada aos terroristas e ao terrorismo, e ao desejo de prejudicar nosso controle sobre as áreas de nosso país”, afirmou em comunicado. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ter realizado uma avaliação de segurança sobre o incidente junto com o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. A três meses das eleições em Israel, o governo de Netanyahu, favorável aos assentamentos, intensificou os preparativos para ampliar os assentamentos na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde a guerra do Oriente Médio de 1967. Os palestinos consideram a região parte de seu futuro Estado, juntamente com Gaza, tendo Jerusalém Oriental como capital. Palestinos se reúnem em torno do corpo de um homem morto durante um confronto com colonos israelenses, em um hospital na cidade de Nablus, na Cisjordânia ocupada por Israel , em 24 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Nidal Eshtayeh Ataque separado Em um incidente separado, o Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina afirmou que colonos atacaram um vilarejo próximo à cidade de Qalqilya, na Cisjordânia, ferindo duas pessoas e incendiando árvores e carros. A agência oficial de notícias palestina Wafa também relatou vários outros ataques de colonos em diferentes partes da Cisjordânia. O Exército israelense não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Segundo dados da Autoridade Palestina, 87 palestinos foram mortos na Cisjordânia neste ano, incluindo 21 mortos por colonos israelenses. Dados das Nações Unidas indicam que cerca de 850 palestinos ficaram feridos em episódios relacionados a ataques de colonos israelenses desde o início do ano. Essam Saifi, líder local do partido palestino Fatah em Tal, disse à Reuters por telefone que cerca de 25 a 30 colonos atacaram inicialmente a parte leste de Tal e tentaram invadir duas casas. Segundo ele, quando os moradores saíram para confrontá-los, os colonos abriram fogo antes de deixar o local.
Israel lança operação militar após confronto mortal perto de vilarejo palestino
Confronto elevou o número de vítimas das últimas semanas e ocorre em meio à intensificação da violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia ocupada













