A juíza Raianne Galiza Marcolino dos Santos, da 2ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes (SP), condenou no último dia 3 um servidor do Ministério Público de São Paulo e outras duas pessoas por vazarem informações sigilosas sobre operações contra o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A sentença afirma que o oficial de Promotoria Felipe Coelho Lopes, de Lençóis Paulista, forneceu suas credenciais, o que permitiu que investigados se antecipassem a eventuais prisões ou buscas e apreensões. O caso tramita sob segredo de Justiça. Cabe recurso.
Sua defesa declarou à Folha que ele não tem relação "com a devassa nas operações do Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público]".
A função de Lopes no Ministério Público lhe conferia acesso a procedimentos sigilosos. Ele foi condenado a 10 anos e 11 meses de prisão e à perda do cargo público, mas poderá recorrer em liberdade.
Outros dois condenados são o advogado Dario Reisinger Ferreira e o empresário Thomaz Malho Franzese. A magistrada considerou que ambos se beneficiaram das credenciais de Lopes e atuaram para obter dados de procedimentos sensíveis, sobre os quais apenas o Ministério Público tinha conhecimento.








