Protestos contra o governo por vazamento de provas representam o maior desafio enfrentado por Narendra Modi desde que chegou ao poder, em 2014 Pessoas se reúnem em solidariedade aos protestos do Partido Popular Barata (CJP) realizados em Jantar Mantar, Nova Délhi, que exigem a renúncia do Ministro da Educação da Índia , Dharmendra Pradhan, devido ao vazamento de provas, em Calcutá, Índia , 24 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Sahiba Chawdhary Líderes do "Movimento das Baratas", composto por jovens na Índia, disseram nesta sexta-feira que o governo do primeiro-ministro Narendra Modi pediu prazo até a tarde de sábado para responder à exigência de renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, após negociações entre os dois lados. As conversas ocorreram horas depois de o ativista Sonam Wangchuk encerrar uma greve de fome de 26 dias, aumentando as expectativas de que os dois lados possam chegar a um acordo depois que dezenas de milhares de jovens insatisfeitos se concentraram na capital, Nova Délhi, para exigir a renúncia do chefe da pasta da Educação devido a vazamentos de provas. Os protestos contra o governo representam o maior desafio enfrentado por Modi desde que chegou ao poder, em 2014. Partidos de oposição aderiram às reivindicações do movimento e vêm provocando interrupções na sessão de monções do Parlamento, iniciada nesta semana. As negociações foram a primeira reunião substantiva entre os dois lados depois de uma rodada preliminar realizada na segunda-feira. O governo foi representado pelos ministros federais J.P. Nadda e Jitendra Singh, enquanto os manifestantes foram representados por Saurav Das e Ashutosh Ranka, porta-vozes do autodenominado Partido Popular Barata (CJP, na sigla em inglês). Os líderes do CJP disseram ter deixado claro aos ministros que não aceitarão nenhuma solução sem a renúncia do ministro da Educação e alertaram que os protestos se tornarão ainda mais amplos caso isso não aconteça. “O governo pediu prazo até amanhã à tarde para responder a esse ponto [a renúncia do ministro]”, disse Ranka a jornalistas após as negociações. “Esperamos que o governo demita Dharmendra Pradhan o mais rápido possível, ou que ele renuncie, para que possamos encerrar essa questão.” O ministro Nadda afirmou que as negociações ocorreram em clima cordial. “Eles tinham três reivindicações principais. Dissemos que voltaremos a nos reunir amanhã à tarde para discuti-las”, afirmou. Além da renúncia do ministro Dharmendra Pradhan, os manifestantes querem que sejam retirados os processos abertos pela polícia contra participantes dos protestos e que sejam pagas indenizações às famílias de mais de uma dezena de estudantes que, segundo a imprensa local, tiraram a própria vida após o vazamento das provas em maio.
Governo da Índia pede prazo para responder à exigência de renúncia de ministro da Educação
Protestos contra o governo por vazamento de provas representam o maior desafio enfrentado por Narendra Modi desde que chegou ao poder, em 2014













