Operação da PF mira consórcio do crime ligado às maiores facções do país; Para despistar alfândega, quadrilha exportava cocaína diluída em garrafas de refrigerante 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casa onde Rildo dos Reis Cerqueira, conhecido como 'R7', foi morto em operação da Polícia Federal contra o tráfico internacional de drogas — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 17:18 Membro do PCC morre em operação da PF contra tráfico internacional de cocaína Um suposto membro do PCC foi morto em confronto com a Polícia Federal durante a Operação Commodity, que visa desmantelar um consórcio criminoso internacional. A quadrilha exportava cocaína diluída em refrigerantes para driblar alfândegas. A operação resultou em nove prisões e o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens. A rede criminosa usava métodos sofisticados para traficar drogas e lavar dinheiro em escala global. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um suposto membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) morreu na manhã desta quinta-feira (23), após confronto armado com a Polícia Federal (PF). Rildo dos Reis Cerqueira, conhecido como "R7", estava na mira de uma ofensiva da Polvoltada para sufocar a exportação marítima de drogas para Europa. O tiroteio ocorreu em Igaratá, no Vale do Paraíba paulista. A cidade fica a 90km da capital, às margens da Represa do Jaguari. As equipes localizaram o alvo em uma propriedade luxuosa, com piscina e marina privada. No momento da abordagem, o homem abriu fogo contra as forças de segurança. Os agentes revidaram e R7 acabou baleado. O criminoso chegou a receber atendimento médico preliminar, mas morreu ainda no imóvel. Nenhum policial se feriu no embate. Apreensão de meia tonelada de cocaína em setembro de 2025, escondida em sacas de café, foi uma das subsidiaram as investigações relacionadas à Operação Commodity. — Foto: Polícia Federal/Divulgação A investida que resultou na morte do traficante é a principal frente da chamada Operação Commodity. O foco dos investigadores é pulverizar um esquema global que une narcotráfico em larga escala e lavagem de dinheiro em escala bilionária. Até a tarde desta quinta-feira (23/7), as autoridades haviam capturado nove pessoas. Os números da ação, apoiada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), sublinham o tamanho da estrutura criminosa: foram 13 mandados de prisão preventiva e 44 endereços vasculhados simultaneamente em São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina e Minas Gerais. Também houve o confisco e bloqueio de bens, afetando tanto indivíduos quanto empresas, no total de R$ 1 bilhão. Limões, Café e Química O consórcio criminoso revelado pelas autoridades funcionava como uma espécie de multinacional ilícita, conectando a América do Sul aos mercados da Europa e da Ásia. Relatórios de inteligência indicam que, no intervalo de três anos (desde 2021), a rede despachou aproximadamente 6,5 toneladas de cocaína para portos europeus. Para garantir o sucesso das remessas, selou-se uma aliança comercial operando em parceria tanto com o PCC quanto com o Comando Vermelho (CV). A tática para enganar as barreiras alfandegárias envolvia um alto grau de sofisticação. Os criminosos despachavam contêineres onde as drogas viajavam escondidas no meio de cargas lícitas de cimento, sacas de grãos de café e argamassa. Em Urânia, cidade a 600 quilômetros da capital paulista, uma empresa exportadora de limões também foi alvo de buscas sob a suspeita de integrar a engrenagem logística. Para além da camuflagem física, a rede empregava truques de laboratório. O narcótico passava por processos de adulteração química, chegando a ser diluído dentro de embalagens de refrigerante para escapar dos scanners portuários. A fábrica de limões em Urânia onde a PF cumpriu mandado de busca e apreensão — Foto: Polícia Federal/Divulgação Para lavar o dinheiro oriundo do tráfico internacional, o bando desenhou uma teia complexa de ocultação. Essa arquitetura financeira envolvia desde operadores do mercado paralelo de criptomoedas até a aquisição de patrimônio de alto padrão e artigos de luxo. Companhias de fachada e firmas criadas exclusivamente para emitir notas fiscais frias completavam o ciclo de lavagem de capitais. Os envolvidos responderão na Justiça por constituição de organização transnacional, envio de entorpecentes ao exterior e branqueamento de capitais, correndo o risco de novas imputações conforme o avanço dos inquéritos criminai A Operação Commodity foi desenvolvida no contexto da Missão Redentor II e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) nos estados de SP e MG.