Os ex-ministros Márcio França (PSB), do Empreendedorismo, e Rui Costa (PT), da Casa Civil, tiveram autorização para quarentena remunerada, concedida para que autoridades não exerçam atividades na iniciativa privada após deixar o alto escalão. Mesmo em campanha eleitoral, França e Costa terão direito a receber durante um período de seis meses um salário equivalente ao do cargo que ocuparam.

A quarentena tem como objetivo evitar que ex-ministros, secretários e outros funcionários que deixaram cargos de chefia no governo usem o acesso que tiveram a informações privilegiadas para atuar no mercado privado. A restrição vale para que não trabalhem em empresas da mesma área em que atuaram enquanto ministros.

No caso de França e Costa, eles deixaram os cargos para concorrer nas eleições deste ano. O ex-ministro de Empreendedorismo será vice na chapa de Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo, enquanto o da Casa Civil vai se candidatar ao Senado pela Bahia. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação, eles ainda não receberam nenhum pagamento de quarentena.

Além desses dois, os ex-ministros Márcio Macedo (da Secretaria-Geral da Presidência), Cida Gonçalves (Mulheres), Ana Moser (Esportes) e Nísia Trindade (Saúde) receberam a quarentena remunerada na época em que saíram. Ao todo, ganharam salários que somam R$ 642 mil.