Mulheres com Somp (sigla que vem do inglês para síndrome ovariana metabólica poliendócrina), nova denominação para a síndrome dos ovários policísticos (SOP, ou PCOS), têm risco quatro vezes maior de desenvolver doença cardiovascular aterosclerótica do que mulheres sem a condição.
O resultado é do maior estudo já feito nos Estados Unidos sobre o tema, publicado na última segunda-feira (20) na revista The Lancet Obstetrics, Gynaecology, & Women's Health. É estimado que a Somp afete entre 10% e 13% das mulheres no mundo.
A pesquisa usou dados de seguros de saúde de 413.450 mulheres com Somp, de 18 a 50 anos, comparadas a 2.067.250 mulheres sem a síndrome, pareadas por idade. As informações vêm do banco de dados Optum Clinformatics, com registros de 2000 a 2022.
O risco cardíaco composto, que reúne doença coronariana, cerebrovascular e arterial periférica, foi 4,4 vezes maior no grupo com Somp do que no grupo sem a síndrome —mesmo depois de descontado o peso de fatores como obesidade, hipertensão e diabetes.
Segundo os pesquisadores, esses fatores tradicionais explicam apenas 36% da associação entre Somp e doença cardíaca, o que sugere que outros mecanismos biológicos ligados à síndrome também contribuem para o risco, como o hiperandrogenismo (desequilíbrio hormonal causado pelo excesso de hormônios) característico da condição.









