A Europa vive sobre intenso calor, e a quebra de produção de cereais deverá ser grande no continente. As expectativas de produção de milho na França, por exemplo, indicam que o país deverá obter o menor volume em 50 anos.
Pesquisa da WWA (World Weather Attribution) aponta que a umidade do solo está desaparecendo a uma taxa alarmante. A região tem um ressecamento incomum do solo já na primavera, com complicações ainda maiores no verão, informa a Euronews. Verões quentes e secos devem ser o novo normal da Europa. Os períodos de seca são impulsionados mais pelo calor intenso do que pela falta de chuva, o que faz a umidade do solo desaparecer, apontam analistas.
Um estudo da Soil Capital, em parceria com a universidade KU Leuven, da Bélgica, mostra, no entanto, que os produtores que apostaram na agricultura regenerativa estão com um potencial de perda bem menor do que os que mantêm o sistema tradicional de produção.
Uma coleta de dados em uma área de 332 mil hectares na França, e engloba 1.262 propriedades, aponta que, com a seca de 2023, as fazendas que utilizam a agricultura regenerativa tiveram perda de 8%, enquanto as que têm o sistema tradicional perderam 22%. O estudo, que utiliza dados de 2021 a 2024, considerou o produto de maior redução na produtividade.














