Na semana seguinte à morte do financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein, "Anya" (nome fictício) abriu a porta de seu apartamento em Nova York. Ela afirma que do lado de fora estava Mark Epstein, irmão de Jeffrey, dizendo que ela precisava deixar o imóvel.
Anya viveu por anos em um dos vários apartamentos na East 66th Street, em Manhattan, usados por Jeffrey Epstein para abrigar mulheres que ele abusava. Em um instante, ela perdeu sua moradia —mas também escapou de um pesadelo.
(Mark Epstein nega ter conhecimento dos crimes cometidos pelo irmão.)
"Ainda estou tentando processar o fato de que sofri abusos durante anos", diz Anya. "Não estava acorrentada a uma porta nem trancada em um porão. As correntes eram menos visíveis, mas existiam."
Segundo Anya, Epstein —que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores— costumava dizer que sua operação "era como uma seita, e que ele era o líder dessa seita".














